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Apartamentos de Pelé são penhorados por dívida condominial

Decisão judicial bloqueia direitos de imóveis do espólio do Rei do Futebol em Santos após inadimplência no Condomínio Dondinho

Justiça penhora apartamentos de Pelé por dívida condominial no litoral de SP
Foto: Imagem Ilustrativa

A Justiça de Santos, no litoral de São Paulo, determinou a penhora dos direitos sobre dois apartamentos pertencentes ao espólio de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, em razão do não pagamento de cotas condominiais. Os imóveis estão localizados no Condomínio Dondinho, situado na Avenida Almirante Cochrane, no bairro Embaré, e fazem parte do patrimônio deixado pelo eterno Rei do Futebol.

A decisão judicial foi motivada pela inadimplência das despesas condominiais referentes aos meses de abril a junho de 2024, totalizando cerca de R$ 9 mil em débito por unidade. O condomínio ajuizou ação de cobrança, e, como o inventário ainda não foi concluído, a penhora recaiu sobre os direitos dos imóveis, e não sobre os bens de forma definitiva.

De acordo com os autos, Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, filho de Pelé, foi nomeado depositário judicial dos apartamentos, assumindo a responsabilidade de conservar os bens enquanto o processo tramita. A medida judicial tem caráter de garantia da dívida, não havendo risco imediato de perda dos imóveis pelos herdeiros.

O primeiro bloqueio foi determinado em maio de 2025, e o segundo, em outubro do mesmo ano, ampliando o alcance da decisão sobre as duas unidades residenciais do edifício, batizado de “Residencial Dondinho” — uma homenagem ao pai do craque, João Ramos do Nascimento, o Dondinho.

O caso chama atenção no meio condominial e jurídico por envolver uma figura pública de projeção mundial e por destacar a rigidez da legislação quanto à inadimplência condominial. Segundo especialistas, a penhora é um instrumento legítimo e amplamente utilizado para assegurar o cumprimento das obrigações financeiras previstas na convenção e no regimento interno dos condomínios.

O advogado especializado em direito condominial Marcelo Ribeiro explica que

“a obrigação de contribuir para as despesas condominiais é de natureza propter rem, ou seja, acompanha o imóvel, independentemente de quem seja o proprietário ou herdeiro”.

Ele complementa:

“Mesmo em casos de inventário, as cotas precisam ser pagas, e o condomínio pode recorrer à Justiça para garantir seus direitos.”

O Portal Condomínio Interativo apurou que, apesar da penhora, os apartamentos seguem sob posse da família, e o processo não implica risco de leilão ou alienação imediata. A medida serve apenas como garantia até a quitação integral das dívidas.

A reportagem do g1, que revelou o caso, informou que a defesa de Edinho foi procurada, mas não se manifestou até a última atualização da matéria.

O episódio reforça a importância da gestão financeira condominial eficiente e do cumprimento das obrigações de todos os condôminos, inclusive em situações de espólio ou inventário. A inadimplência, ainda que de valores aparentemente pequenos, pode gerar consequências jurídicas significativas, afetando diretamente o patrimônio dos herdeiros.

Fonte: G1