Homem vira réu por importunação em condomínio
Caso ocorreu em minimercado dentro de condomínio e foi registrado por câmeras de segurança reforçando alerta sobre proteção em áreas comuns

A Justiça de Sorocaba, no interior de São Paulo, aceitou a denúncia contra um homem acusado de importunação sexual contra uma adolescente de 14 anos dentro de um condomínio residencial. Com a decisão, o investigado passa a responder formalmente como réu em processo criminal.
O caso ocorreu em fevereiro deste ano, em um minimercado de autoatendimento localizado dentro do condomínio, ambiente frequentado diariamente por moradores. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o homem se aproxima da adolescente e comete o ato, o que contribuiu diretamente para o avanço das investigações.
De acordo com o Ministério Público, há indícios suficientes de autoria e materialidade do crime, o que justificou o recebimento da denúncia pela Justiça. O processo tramita na esfera criminal e poderá resultar em pena de um a cinco anos de prisão, conforme previsto no Código Penal para o crime de importunação sexual.
Segundo apuração, a adolescente havia ido ao local para realizar uma compra quando foi abordada pelo suspeito. Após o ocorrido, a vítima relatou o caso à família, que acionou a administração do condomínio e teve acesso às imagens do sistema de monitoramento, fundamentais para a formalização da denúncia.
O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), e a jovem recebeu atendimento especializado, além de acompanhamento dos órgãos de proteção. O processo segue em andamento e o acusado responde em liberdade até decisão final da Justiça.
A ocorrência acende um importante alerta para síndicos, administradoras e moradores sobre a segurança em áreas comuns de condomínios, especialmente em espaços de convivência e circulação, como minimercados, academias e salões.
Especialistas destacam que, embora o uso de câmeras tenha sido determinante para a identificação do suspeito, é fundamental investir em medidas preventivas, como campanhas de conscientização, canais seguros de denúncia e monitoramento ativo, principalmente quando há circulação de crianças e adolescentes.
O episódio reforça a necessidade de políticas internas mais rigorosas voltadas à proteção de moradores vulneráveis e à criação de um ambiente condominial seguro, onde situações de risco possam ser rapidamente identificadas e combatidas.
Fonte: G1