Noticias

Juiz Glaucenir Oliveira aparece discutindo com entregador

Relato atribuído ao entregador aponta desentendimento na portaria de condomínio; magistrado já foi afastado por dois anos pelo CNJ em outro caso disciplinar

juiz-brigacomentregadorRJ.webp
Vídeo mostra discussão entre juiz e entregador em portaria de condomínio em Campos dos Goytacazes (RJ) · Foto: Reprodução

Vídeo mostra juiz Glaucenir Oliveira em discussão com entregador em Campos dos Goytacazes (RJ)

Desentendimento ocorreu em 17 de outubro, na portaria de um condomínio; magistrado já recebeu punição disciplinar do CNJ em outro caso

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o juiz Glaucenir Silva de Oliveira envolvido em uma discussão com um entregador em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O episódio ocorreu em 17 de outubro e teria começado após um impasse sobre a retirada de um pedido na portaria do Condomínio Athenas.

Nas imagens divulgadas, o magistrado aparece sem camisa e falando palavrões durante o desentendimento.

Segundo relato atribuído ao entregador, a entrega havia sido solicitada para ocorrer na portaria do condomínio. Ao chegar ao local, porém, o cliente teria se recusado a buscar o pedido, mesmo após solicitações do profissional para que o recebesse na portaria.

Ainda conforme essa versão, o cliente teria chegado alterado, dando início a uma discussão verbal. O episódio teria evoluído para um bate-boca em meio ao impasse sobre a retirada da encomenda.

As circunstâncias completas do ocorrido não foram confirmadas de forma independente. O relato atribuído ao entregador deve ser tratado como uma versão dos fatos, e não como conclusão definitiva sobre a responsabilidade de cada envolvido.

Magistrado já recebeu punição do CNJ

Glaucenir Oliveira também esteve no centro de um caso disciplinar anterior. Em dezembro de 2019, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu aplicar ao magistrado a pena de disponibilidade por dois anos, em razão de declarações feitas em um áudio compartilhado em um grupo de WhatsApp.

Na gravação, divulgada em 2017, o juiz insinuou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes teria recebido propina para conceder habeas corpus ao ex-governador Anthony Garotinho.

A penalidade determinou o afastamento do magistrado das funções durante o período previsto, conforme as regras aplicáveis à disponibilidade. Esse processo disciplinar foi relacionado às declarações sobre o ministro do STF, e não deve ser confundido com o episódio ocorrido em 17 de outubro.

Episódio aguarda esclarecimentos

A divulgação do vídeo voltou a colocar o nome do magistrado em evidência. No entanto, as imagens e o relato atribuído ao entregador, isoladamente, não permitem confirmar todos os detalhes do desentendimento nem estabelecer uma conclusão sobre o ocorrido.

Até o momento, não há informações independentes suficientes para confirmar a dinâmica completa do episódio ou informar se houve registro formal da ocorrência.