Jovem morre ao cair de prédio enquanto instalava tela de proteção em condomínio de Chapecó (SC)
Trabalhador de 23 anos retirou o cinto de segurança para finalizar o serviço na sacada do quarto andar; queda foi fatal e reforça alerta sobre normas de segurança em obras prediais.

Chapecó (SC) — Um grave acidente ocorrido na tarde de quarta-feira (26) chocou moradores do bairro Paraíso, em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O trabalhador Alexsandro Branco, de 23 anos, morreu após cair do quarto andar de um edifício enquanto instalava uma tela de proteção na sacada de um dos apartamentos.
De acordo com moradores entrevistados pela NSC, o jovem utilizava equipamento de segurança durante praticamente todo o serviço. No entanto, para finalizar a instalação, ele teria retirado o cinto de proteção, subido em uma escada posicionada na sacada e perdido o equilíbrio, caindo de aproximadamente 12 metros de altura. A morte foi imediata.
O Corpo de Bombeiros não chegou a ser acionado, e a Polícia Científica realizou a perícia no local para esclarecer as circunstâncias do acidente. A dinâmica confirma um padrão recorrente em casos envolvendo serviços terceirizados em altura: a fase final da execução — considerada por muitos profissionais como o “último ajuste” — é justamente o momento de maior risco quando normas de proteção não são seguidas integralmente.
Para especialistas em engenharia de segurança e gestão condominial, o episódio evidencia a necessidade de reforçar protocolos rígidos para serviços realizados em fachadas, sacadas e áreas externas. A utilização de EPIs, o isolamento da área, o acompanhamento técnico e a exigência de empresas qualificadas são medidas indispensáveis para minimizar riscos.
Além da dor causada pela perda, situações como essa também podem gerar consequências jurídicas para prestadores de serviço, empresas contratantes e até para o condomínio, dependendo das condições contratuais e da fiscalização adotada.
O caso reforça um alerta essencial para síndicos, administradoras e moradores: trabalhos em altura nunca podem ser executados sem equipamentos de segurança completos, independentemente da etapa da instalação. Em atividades consideradas comuns nos condomínios — como instalação de telas, redes, equipamentos externos e manutenção de fachadas — qualquer descuido pode resultar em tragédias irreversíveis.
Fonte: G1