Laudo esclarece morte de jovem em apartamento em Maceió
Laudo do IML apontou insuficiência respiratória causada por tromboembolia pulmonar, associada a trombose venosa e pneumonia; investigação continua

O Instituto Médico Legal (IML) de Maceió concluiu o exame cadavérico de Maria Luiza de Farias de Assis Silva, de 19 anos, encontrada morta dentro do apartamento onde morava no Conjunto José Tenório, no bairro Serraria, em Maceió. O laudo esclareceu a causa do óbito e trouxe novas informações para a investigação conduzida pela Polícia Civil de Alagoas.
Segundo o resultado da necropsia, Maria Luiza morreu em decorrência de insuficiência respiratória causada por tromboembolia pulmonar, associada a trombose venosa e pneumonia. A conclusão modifica o cenário inicial do caso, que havia mobilizado as autoridades diante de relatos sobre uma possível agressão ocorrida na noite anterior à localização do corpo.
Laudo identifica fratura no fêmur
Durante o exame cadavérico, os peritos também identificaram uma fratura no fêmur da jovem. De acordo com as informações divulgadas pela GazetaWeb, a lesão foi provocada por instrumento contundente e é compatível com um trauma sofrido em um acidente de trânsito envolvendo um carro e uma motocicleta, registrado em 26 de abril de 2026, no bairro do Poço.
Familiares confirmaram a ocorrência do acidente, que consta nos registros policiais. A fratura, portanto, não foi apontada pelo laudo como a causa da morte.
Caso começou com suspeita de agressão
Maria Luiza foi encontrada sem vida na manhã de quarta-feira (7), dentro do apartamento localizado no Conjunto José Tenório. Antes da conclusão do exame médico-legal, a Polícia Civil havia recebido relatos de que a jovem teria sido agredida por três mulheres na noite anterior.
Segundo as informações divulgadas inicialmente, uma das mulheres teria utilizado um pedaço de madeira durante a suposta agressão. O companheiro da jovem relatou que a encontrou morta na manhã seguinte.
Entretanto, durante a análise preliminar realizada no local, equipes policiais e peritos não identificaram lesões corporais aparentemente compatíveis com as agressões relatadas. Naquele momento, a causa da morte ainda não havia sido determinada, e o corpo foi encaminhado ao IML para a realização dos exames necessários.
Exames complementares ainda serão realizados
Embora a necropsia tenha estabelecido a causa apontada para a morte, o trabalho pericial ainda não foi totalmente encerrado. Amostras de sangue, humor vítreo e urina foram coletadas e serão submetidas a exames de Química e Toxicologia Forense.
Os resultados desses exames complementares deverão ser encaminhados às autoridades competentes dentro dos prazos legais.
Investigação segue
A morte da jovem inicialmente gerou dúvidas sobre as circunstâncias do ocorrido, especialmente em razão dos relatos de uma possível discussão ou agressão no apartamento na noite anterior. Moradores também relataram ter percebido uma movimentação envolvendo mulheres no imóvel.
Com a conclusão da necropsia, entretanto, a causa médica indicada pelo IML passou a ser insuficiência respiratória decorrente de tromboembolia pulmonar, associada a trombose venosa e pneumonia. A fratura identificada no fêmur foi relacionada pelos peritos a um acidente de trânsito ocorrido meses antes.
O caso permanece sob acompanhamento das autoridades, que deverão considerar os laudos complementares para concluir a apuração das circunstâncias da morte. Até o momento, não há indicação pericial de que a suposta agressão relatada inicialmente tenha sido a causa do óbito.