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Infestação de ratos em apartamento de idosa causa preocupação em condomínio de São José do Rio Preto

Acúmulo de lixo em imóvel de idosa de 86 anos atrai roedores e gera medo de contaminação entre vizinhos; Prefeitura e rede socioassistencial acompanham o caso.

Infestação de ratos em apartamento de idosa causa preocupação em condomínio de São José do Rio Preto
Foto: Foto: Reprodução

Uma grave situação de saúde pública preocupa moradores do Conjunto Habitacional Caic, em São José do Rio Preto (SP). A infestação de ratos em um apartamento ocupado por uma idosa de 86 anos, somada ao mau cheiro causado pelo acúmulo de lixo, transformou a rotina do condomínio em um cenário de insegurança e alerta.

Vídeos enviados ao g1 mostram diversos roedores circulando pelo apartamento, subindo pelas cortinas, caindo de armários e até andando sobre a própria moradora. Segundo vizinhos, o problema começou em março e vem se agravando, aumentando o temor de contaminação por leptospirose e outras doenças.

Uma das moradoras, que preferiu não se identificar, relatou que a idosa, embora lúcida, apresenta comportamento acumulador e não compreende os riscos da infestação.

“Os ratos andam no corpo dela, sobem na cabeça, convivem com o cachorro e com ela. É um caos absoluto”, descreveu.

No condomínio, que possui 32 apartamentos, os moradores dizem se ver obrigados a espalhar veneno constantemente para tentar conter a proliferação dos animais. Mesmo após diversas denúncias e pedidos de ajuda à prefeitura, a situação não foi solucionada. Além da infestação, o imóvel apresenta problemas estruturais e de higiene, como fiação elétrica comprometida e chuveiro queimado, obrigando a idosa a improvisar banhos aquecendo água em baldes.

Outro desafio enfrentado é a resistência da moradora em permitir a entrada de terceiros em seu apartamento. Quando questionada, ela atribui a infestação aos próprios vizinhos. Sem familiares localizados até o momento, os moradores pedem providências definitivas que garantam a segurança dela e a saúde coletiva do condomínio.

Em nota, a Secretaria de Saúde e a Secretaria de Desenvolvimento Social informaram que o caso é acompanhado pela rede socioassistencial do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Segundo o comunicado, são realizados atendimentos, visitas domiciliares e articulações com a rede de saúde.

“Destaca-se que, dentre os objetivos do SUAS, estão previstos a promoção da proteção social, o acesso a serviços socioassistenciais e a articulação com outras políticas públicas”, destacou a pasta.

O episódio evidencia os desafios enfrentados por condomínios em situações que envolvem saúde pública, vulnerabilidade social e direitos individuais. Especialistas ressaltam a importância da integração entre moradores, síndico, poder público e rede de assistência para garantir soluções eficazes e seguras.

Fonte: G1