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Incêndios em apartamentos aumentam 10% em São Paulo

Bombeiros registraram 667 incêndios residenciais em 2026, com aparelhos elétricos, instalações elétricas e velas entre as principais causas

Incêndios em apartamentos aumentam 10% em São Paulo e reforçam alerta para condomínios
Foto: Imagem ilustrativa

Os incêndios em apartamentos registraram aumento em São Paulo em 2026, acendendo um alerta para moradores e condomínios sobre a importância da prevenção dentro das unidades residenciais. Levantamento realizado pelo Corpo de Bombeiros, a pedido do SP1, aponta que foram contabilizados 667 incêndios residenciais nos oito primeiros meses deste ano, número 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O cenário chama atenção porque, em edifícios residenciais, um incêndio iniciado dentro de um apartamento pode rapidamente deixar de ser um problema restrito à unidade. A fumaça e as chamas podem se espalhar pelo prédio e colocar outros moradores em risco em questão de minutos.

Ocorrências aumentam em 2026

De acordo com o levantamento dos bombeiros, o número de ocorrências entre 2024 e 2025 permaneceu praticamente estável. Em 2026, porém, os registros passaram a apresentar crescimento.

Até o momento, foram contabilizados 667 incêndios residenciais em São Paulo, representando uma alta de 10% em comparação com os oito primeiros meses do ano anterior.

O aumento reforça a necessidade de atenção aos hábitos cotidianos dentro dos apartamentos, especialmente porque algumas das principais causas estão relacionadas a situações que podem ocorrer durante atividades comuns dos moradores.

Aparelhos elétricos estão entre as principais causas

Entre as causas identificadas nos incêndios estão eletrodomésticos ou aparelhos elétricos, instalações elétricas, velas e panelas deixadas no fogo. O levantamento também aponta incêndios intencionais entre os fatores relacionados às ocorrências.

A presença de equipamentos elétricos em praticamente todos os ambientes dos apartamentos torna a prevenção um cuidado permanente. Problemas em aparelhos, instalações inadequadas ou situações de sobrecarga podem contribuir para o surgimento de incêndios.

Por esse motivo, a manutenção das instalações elétricas e o uso adequado dos equipamentos são medidas importantes para reduzir riscos dentro das unidades.

Fogo em um apartamento pode ameaçar todo o prédio

A característica coletiva dos condomínios torna os incêndios especialmente preocupantes. Quando o fogo começa em um apartamento, os demais moradores podem ser afetados pela propagação da fumaça e das chamas.

A fumaça, inclusive, representa um risco significativo durante um incêndio. Em uma emergência, a visibilidade pode ser reduzida e a circulação pelos ambientes e áreas comuns pode se tornar mais difícil, aumentando a vulnerabilidade dos ocupantes.

Por isso, a prevenção não deve ser encarada apenas como uma responsabilidade individual. Os cuidados adotados dentro de cada unidade também contribuem para a segurança de todo o condomínio.

Velas e panelas exigem atenção

Entre os fatores apontados no levantamento estão as velas e as panelas deixadas no fogo. Situações aparentemente simples podem evoluir para incêndios quando não há supervisão adequada.

O cuidado deve ser redobrado em momentos de distração ou quando o morador precisa se afastar do ambiente onde existe uma fonte de calor. A atenção durante o preparo de alimentos e o uso consciente de objetos que produzem chama são medidas básicas de prevenção.

No caso das velas, também é necessário evitar que sejam deixadas próximas a materiais que possam pegar fogo e nunca mantê-las acesas sem supervisão.

Instalações elétricas precisam de manutenção

As instalações elétricas aparecem entre as principais causas identificadas pelo levantamento. Em condomínios, a questão merece atenção tanto dentro dos apartamentos quanto nas áreas de responsabilidade coletiva.

Problemas elétricos podem surgir em instalações antigas, equipamentos danificados ou sistemas que não receberam manutenção adequada. A identificação de sinais de aquecimento, cheiro de queimado, faíscas ou outras anormalidades deve ser tratada com seriedade.

A manutenção preventiva e a avaliação por profissionais habilitados são fundamentais quando houver suspeita de problemas na instalação elétrica.

Prevenção começa dentro do apartamento

A segurança contra incêndios depende de medidas coletivas, mas também começa nos hábitos adotados pelos moradores. O uso correto de aparelhos elétricos, a atenção durante o preparo de alimentos, o cuidado com velas e a manutenção das instalações são atitudes capazes de reduzir situações de risco.

Em condomínios, também é fundamental que os moradores conheçam os procedimentos estabelecidos para situações de emergência e saibam como agir diante de um princípio de incêndio.

A administração condominial, por sua vez, deve manter atenção às medidas de prevenção e aos equipamentos destinados à proteção das edificações, além de orientar os moradores sobre procedimentos de segurança.

Alerta vale para todos os moradores

O aumento de 10% nos incêndios residenciais registrados nos primeiros oito meses de 2026 mostra que o risco continua presente na rotina dos edifícios. As 667 ocorrências contabilizadas em São Paulo reforçam a necessidade de cuidados permanentes.

Mais do que proteger um apartamento, a prevenção contribui para preservar a segurança de todos os moradores. Em uma edificação coletiva, uma ocorrência iniciada em uma única unidade pode rapidamente alcançar outras áreas e transformar uma situação doméstica em uma emergência que envolve todo o condomínio.

Por isso, a atenção com aparelhos elétricos, instalações elétricas, velas e panelas no fogo deve fazer parte da rotina. A prevenção começa dentro de cada apartamento, mas seus efeitos alcançam todo o prédio.

Fonte: SP GLOBO