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Inadimplência na taxa de condomínio cresce em 2025

Crescimento de atrasos nos pagamentos de taxas condominiais pressiona finanças de condomínios e exige novas estratégias de gestão financeira

Inadimplência na taxa de condomínio sobe em 2025 e deve continuar elevada
Foto: Imagem ilustrativa

**São Paulo — A inadimplência na taxa de condomínio no Brasil registrou expansão em 2025 e tende a permanecer em patamares elevados, segundo reportagem publicada pelo Valor Econômico. O fenômeno tem gerado preocupação entre gestores condominiais, síndicos e especialistas em administração predial por refletir tanto a pressão financeira sobre as famílias quanto os desafios crescentes da gestão orçamentária dos empreendimentos residenciais.

Dados do Censo Condominial 2025/2026 revelam que a taxa média mensal de condomínio no país alcançou R$ 516, após um crescimento acumulado de aproximadamente 24,9% em três anos, superando índices tradicionais de inflação. Paralelamente, a inadimplência referente a taxas com mais de 30 dias de atraso atingiu 11,95%, o maior nível registrado na série histórica recente.

O aumento da inadimplência é atribuído principalmente ao cenário econômico mais amplo, que combina custos operacionais elevados — como mão de obra, segurança, energia e serviços de manutenção — com a queda da capacidade de pagamento de muitos moradores. Esse cenário tem obrigado condomínios a utilizar reservas financeiras, adiar obras e reavaliar contratos de serviços essenciais.

Especialistas em gestão condominial observam que a elevação da inadimplência cria um ciclo de pressão orçamentária: quando uma parte significativa dos moradores atrasa pagamentos, os custos fixos permanecem inalterados, forçando a administração a reajustar taxas ou buscar alternativas para equilibrar as contas. Esse efeito pode prejudicar tanto a sustentabilidade financeira dos condomínios quanto a relação entre moradores e gestão.

No campo jurídico, o inadimplemento da taxa condominial configura título executivo extrajudicial, permitindo aos síndicos e às administradoras a adoção de medidas legais mais céleres para cobrança dos débitos, incluindo a execução judicial do crédito e, em casos extremos, a possibilidade de penhora do imóvel inadimplente. Essa realidade reforça a importância do rigor técnico e do cumprimento das normas legais na condução de processos de cobrança e recuperação de crédito.

Gestores condominiais e advogados especializados ressaltam a necessidade de planejamento financeiro, transparência na prestação de contas e negociação proativa com moradores em atraso, como formas de mitigar os impactos da inadimplência. Estratégias como antecipação de receitas, revisão de contratos de serviços e fortalecimento de fundos de reserva também são apontadas como medidas essenciais para preservar a saúde financeira dos condomínios diante do cenário atual.

À medida que a inadimplência continua em níveis historicamente elevados e os custos taciturnos se mantêm pressionados, a gestão condominial enfrenta o desafio de conciliar a manutenção de serviços essenciais com a sustentabilidade orçamentária, num contexto de incertezas econômicas e pressão financeira sobre os lares brasileiros.

Fonte: Valor Econômico