Pular para o conteúdo
Noticias

Inadimplência de aluguel sobe na Bahia em julho

Taxa baiana avançou 0,21 ponto percentual no mês, enquanto Nordeste liderou ranking nacional com índice de 4,88%

Inadimplência de aluguel na Bahia sobe em julho e chega a 4,83%, aponta Índice Superlógica
Foto: Imagem ilustrativa

Inadimplência de aluguel na Bahia registra alta em julho, aponta Índice Superlógica

● Índice de inadimplência de aluguel na Bahia ficou em 4,83% ante 4,62% no mês anterior

● A região Nordeste mantém liderança no ranking nacional de inadimplência, com taxa de 4,88%, acima da média nacional de 3,05%

● Imóveis de até R$ 1.000 – residenciais e comerciais – continuam liderando a inadimplência nas faixas de valor

● Criado para apoiar imobiliárias em decisões estratégicas e servir como um indicador da economia nacional, índice analisa dados anonimizados de mais de 800 mil locatários

Agosto de 2026 – A inadimplência de aluguel na Bahia registrou alta em julho e ficou em 4,83%, uma variação de 0,21 ponto percentual ante os 4,62% de junho. No comparativo com o mesmo período de 2025, onde registrou 3,93%, houve um aumento de 0,90 p.p. Apesar da alta, a taxa no estado permaneceu abaixo da média da região Nordeste, que foi de 4,88%, mas acima da média nacional, que fechou julho em 3,05%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário, apresentados no Next 2026, maior festival de conhecimento do setor no Brasil.

Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, a alta da inadimplência na Bahia merece atenção, especialmente após duas quedas consecutivas nos meses anteriores. “Ainda é cedo para determinar uma tendência de piora, mas é importante seguir de olho nas projeções de inflação e nas taxas de juros, fatores que influenciam diretamente a estabilidade financeira das famílias e podem impactar a capacidade de pagamento dos aluguéis”, avalia.

No Nordeste, os imóveis comerciais continuam liderando a inadimplência de aluguel, fechando julho em 7,18%, queda de 0,05 ponto percentual em relação a junho (7,23%). Em seguida, aparecem as casas, com 5,59%, também em queda ante os 6,24% registrados no mês anterior. Os apartamentos também apresentaram redução, passando de 3,52% em junho para 3,44% em julho.

A região Nordeste segue liderando o ranking nacional, mas fechou julho em queda, com taxa de 4,88% ante 5,15% em junho, redução de 0,27 p.p. O Norte aparece em segundo lugar, com 4,04%, após queda de 0,26 ponto percentual em relação a junho (4,30%). Na sequência vêm as regiões Centro-Oeste (2,80%) e Sudeste (2,78%), ambas com queda em relação ao mês anterior, quando registraram 3% e 2,96%, respectivamente. Por fim, o Sul mantém a menor taxa do país, com 2,67%, após recuo de 0,04 p.p. em comparação a junho (2,71%).

Em âmbito nacional, a análise por valor apontou que os imóveis comerciais de até R$ 1 mil apresentaram queda de 0,13p.p. Porém ainda preocupam, pois concentram a maior taxa de inadimplência: de 7,27%, bem acima da média nacional. A mesma faixa de preço nos imóveis residenciais também é a maior na categoria, com 5,99%.

A maioria das faixas analisadas apresentou queda em julho. Nos imóveis residenciais, um dos maiores recuos ocorreu entre os aluguéis acima de R$ 13 mil, cuja taxa caiu 0,58 ponto percentual, para 4,84%. Nos comerciais, a faixa entre R$ 5 mil e R$ 8 mil passou de 3,90% em junho para 3,77% em julho.As menores taxas do mês foram registradas nos imóveis residenciais entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, com 1,74%, e nos comerciais entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, com 3,42%.

“Mesmo com uma queda na inadimplência em nível nacional, a concentração das maiores taxas entre os aluguéis residenciais de menor valor é um ponto de atenção. Esse resultado mostra que a inadimplência não se distribui de maneira uniforme pelo mercado e reforça a importância de acompanhar como o orçamento das famílias evolui nos próximos meses”, analisa Gonçalves. “Em um cenário de juros ainda elevados e de pressão sobre o custo de vida, famílias com menor margem no orçamento tendem a sentir mais o impacto do aumento de despesas essenciais, como alimentação e transporte, o que pode reduzir a capacidade de absorver imprevistos e manter compromissos como o aluguel em dia. Por isso, é importante acompanhar a evolução desse recorte nos próximos meses”.

Na análise por tipo de imóvel, os três segmentos registraram queda em julho. Os imóveis comerciais continuam com a maior taxa, de 4,17%, ante 4,19% em junho. Nas casas, o índice caiu de 3,45% para 3,29%, enquanto nos apartamentos passou de 2,16% para 2,14%.

Recorte semestral

A taxa média nacional de inadimplência ficou em 3,24% no primeiro semestre de 2026, após atingir 3,71% no segundo semestre de 2025. O resultado também ficou ligeiramente abaixo dos 3,30% registrados nos primeiros seis meses do ano passado.

Na Bahia, a média no primeiro semestre deste ano foi de 5,89%, pouco abaixo do segundo semestre de 2025, quando registrou 6,04%. Já o primeiro semestre de 2025 fechou como o mais baixo do recorte, com 4,75%.

Principais dados do Índice de Inadimplência Superlógica:

Sobre o Índice Superlógica

O Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica é um levantamento mensal de dados exclusivos e internos que apresenta o cenário de dívidas do mercado brasileiro de locação imobiliária. O índice leva em consideração o valor do boleto, o tipo de imóvel (apartamento, casa ou comercial) e a sua localização, além das datas de vencimento e pagamento, que mostram se há inadimplência ou não.

Esta edição do estudo contou com dados de mais de 800 mil clientes locatários em todo o Brasil, sendo considerados inadimplentes aqueles que possuem boletos que estão há mais de 60 dias sem pagamento ou que foram pagos com atraso de mais de 60 dias. Todos os dados são anonimizados, não sendo passíveis de associação a um indivíduo, direta ou indiretamente.

Sobre o Grupo Superlógica

Líder em soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário, a Superlógica detém 50% do mercado endereçável no segmento condominial no país e oferece um vasto portfólio de produtos, incluindo softwares de gestão, relacionamento e de controles de acesso, além de serviços financeiros como crédito, pagamentos e conta digital. A Superlógica possui mais de mil funcionários e transaciona mais de 35 bilhões de reais em seu sistema. A empresa realizou 8 aquisições nos últimos anos e já recebeu 450 milhões de reais em aportes para expansão de seus produtos e serviços.

O investimento foi liderado pelo fundo norte-americano de private equity Warburg Pincus.

Fonte: Assessoria Superlogica