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Idoso morre ao instalar decoração natalina no 15º andar

Acidente registrado como morte acidental reacende debate sobre segurança em varandas de prédios residenciais

Idoso de 68 anos morre ao cair do 15º andar enquanto instalava luzes de Natal em Praia Grande (SP)
Foto: Foto: Reprodução

Um trágico acidente residencial abalou a comunidade de Praia Grande, litoral de São Paulo, quando um idoso de 68 anos caiu do 15º andar de seu apartamento enquanto instalava luzes de Natal na sacada. Segundo a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), acionados para a ocorrência, a queda foi fatal.

De acordo com relatos da esposa da vítima, o casal se preparava para sair de casa quando ele decidiu subir na sacada para posicionar a decoração natalina. Pouco tempo depois, um barulho alarmante chamou a atenção. A mulher chamou pelo marido, mas não obteve resposta — até que encontrou seu corpo na área comum do prédio.

A altura da queda foi estimada em 45 metros, o que evidencia a gravidade da situação. A Polícia Civil já registrou o caso como morte acidental ou suspeita e solicitou a perícia para apurar exatamente o que ocorreu.

Para síndicos, administradores e moradores, o episódio acende o alerta sobre os riscos de realizar tarefas em altura, mesmo dentro de casa. A instalação de decorações externas, como luzes de Natal, pode parecer uma prática corriqueira, mas exige atenção extrema. Equipamentos de segurança, redes de proteção e medidas preventivas devem ser considerados para evitar tragédias.

Especialistas em gestão condominial também ressaltam a importância de regulamentar atividades desse tipo no regulamento interno e na convenção do condomínio. Estabelecer orientações claras para uso de sacadas, manutenção de fachadas e deveres dos moradores pode ajudar a prevenir quedas. Além disso, a instalação de redes de proteção, guarda-corpos reforçados e a fiscalização periódica das estruturas podem ser medidas fundamentais.

A tragédia registrada em Praia Grande, além de dolorosa para familiares, moradores e a administração do prédio, reforça que a segurança predial não pode ser negligenciada. Atividades que combinam decoração, manutenção e estética — especialmente em edifícios altos — exigem planejamento, responsabilidade e consciência dos riscos.

O caso segue sob investigação, e as lições deixadas por esse acidente precisam servir de base para reflexões sobre como tornar os condomínios mais seguros para todos.

Fonte: A Tribuna