Tecnologia redefine setor de materiais de construção
Summit Americas e ExpoShow reúnem lideranças de 28 países para discutir inovação, inteligência artificial, varejo e novos caminhos para o mercado

IA e varejo impulsionam transformação no setor de materiais de construção
A indústria de materiais de construção atravessa um momento de transformação marcado pela digitalização dos negócios, avanço da inteligência artificial e mudanças no comportamento do consumidor. Esses movimentos estarão no centro das discussões do Summit Americas e ExpoShow, que reunirá mais de 600 empresários, executivos e tomadores de decisão de 28 países entre os dias 14 e 17 de setembro, na Cidade do Panamá.
O encontro, realizado pela Atlas, pretende aproximar fabricantes, distribuidores, importadores e grandes redes varejistas para discutir estratégias de crescimento, inovação e geração de negócios. A programação também busca antecipar tendências que podem influenciar a competitividade do segmento nos próximos anos.
Inteligência artificial ganha espaço na cadeia de suprimentos
Entre os principais assuntos do evento está a aplicação prática da inteligência artificial e da automação na cadeia de suprimentos. A tecnologia passa a ser considerada uma ferramenta estratégica para empresas que buscam melhorar processos, ampliar a eficiência operacional e tomar decisões com maior velocidade.
No varejo, o debate também envolve a necessidade de combinar operações físicas e digitais. Estratégias omnicanal, escalabilidade, defesa de margens e diferenciação aparecem como pontos centrais diante de um mercado em que o consumidor tem cada vez mais opções de pesquisa, comparação e compra.
Para o setor de materiais de construção, essa transformação alcança diferentes etapas da operação, desde a indústria e distribuição até o relacionamento com o consumidor final. A capacidade de integrar dados, logística, atendimento e vendas tende a ganhar importância na disputa por mercado.
Setor possui forte peso na economia brasileira
A relevância dessas discussões está relacionada ao tamanho da cadeia de materiais de construção no Brasil. Segundo dados citados na matéria, o segmento representa aproximadamente 6,6% do PIB nacional.
A indústria de fabricação movimenta cerca de R$ 318,6 bilhões em faturamento e emprega mais de 767 mil trabalhadores diretamente. Já o varejo reúne mais de 160 mil lojas espalhadas pelo país e movimenta aproximadamente R$ 238,9 bilhões, de acordo com levantamento da Anamaco.
Os números mostram que mudanças tecnológicas e comerciais nesse mercado podem produzir efeitos em uma cadeia extensa, que inclui fabricantes, distribuidores, lojistas, profissionais da construção e consumidores.
Gestão de pessoas e sucessão também entram na pauta
A transformação do setor não se limita à tecnologia. O Summit Americas também terá discussões sobre gestão de talentos, cultura corporativa e atração de novas lideranças.
Outro eixo será a governança familiar, com foco na profissionalização das empresas, continuidade dos negócios e transição entre gerações. O tema ganha relevância especialmente em organizações familiares que precisam conciliar tradição empresarial com novas demandas de gestão e competitividade.
A programação conta com curadoria acadêmica do ISE Business School, associado à IESE Business School, e será estruturada em formato de debates sobre desafios considerados estratégicos para o mercado.
ExpoShow conecta indústria, varejo e distribuição
Paralelamente ao Summit, a ExpoShow chega à sua 24ª edição como espaço voltado à apresentação de produtos, tecnologias e oportunidades comerciais. A feira reunirá 14 marcas líderes e permitirá demonstrações, lançamentos, palestras e rodadas de negociação.
A proposta é aproximar diferentes elos da cadeia de materiais de construção e estimular parcerias entre empresas de diferentes mercados. A presença de representantes de 28 países também reforça a perspectiva de ampliar conexões internacionais e oportunidades de negócios.
Transformação pode chegar à rotina dos condomínios
As mudanças discutidas no setor também têm reflexos sobre o mercado condominial. Novas tecnologias aplicadas à construção, à distribuição e ao varejo podem alterar a forma como síndicos, administradoras, construtoras e fornecedores pesquisam, contratam e acompanham serviços e materiais.
Para os condomínios, a evolução da cadeia pode significar maior acesso a soluções tecnológicas, ferramentas de gestão e materiais desenvolvidos para melhorar eficiência, segurança, sustentabilidade e manutenção das edificações.
Nesse cenário, acompanhar a transformação do setor deixa de ser apenas uma questão de inovação empresarial. Para os profissionais envolvidos na gestão imobiliária e condominial, compreender novas soluções e modelos de negócio pode contribuir para decisões mais eficientes sobre manutenção, obras, compras e planejamento.
A combinação entre inteligência artificial, digitalização, profissionalização da gestão e integração entre indústria e varejo aponta para um mercado cada vez mais conectado. O desafio das empresas será transformar essas tendências em ganhos concretos de produtividade, competitividade e qualidade ao longo de toda a cadeia da construção.
Fonte: Infomoney