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Homem se entrega à polícia após suspeita de matar namorado em apartamento na Rua Augusta

Felipe Donato da Silva, de 27 anos, afirmou ter agido em legítima defesa; vítima, de 32 anos, foi encontrada morta com sinais de luta no imóvel.

Homem se entrega à polícia após suspeita de matar namorado em apartamento na Rua Augusta

Homem se entrega à polícia após suspeita de matar namorado em apartamento na Rua Augusta

Um homem de 27 anos se entregou à polícia após ser apontado como suspeito de matar o namorado, de 32 anos, dentro de um apartamento localizado na Rua Augusta, na região da Consolação, centro de São Paulo. O caso ocorreu na madrugada de sábado, 26 de setembro, e passou a ser investigado pela Polícia Civil como homicídio.

A vítima, identificada como Erivan Araújo Gonçalves, de 32 anos, foi encontrada morta no imóvel após o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ser acionado. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades e pela imprensa, o apartamento apresentava sinais de luta corporal e vestígios de sangue.

O suspeito, identificado como Felipe Donato da Silva, de 27 anos, teria deixado o apartamento antes da chegada das equipes de atendimento. Posteriormente, apresentou-se espontaneamente em uma delegacia e foi preso em flagrante por homicídio. À polícia, ele afirmou que teria agido em legítima defesa, mas a dinâmica do episódio ainda é investigada.

De acordo com as informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o apartamento havia sido alugado temporariamente pela vítima. O porteiro do edifício relatou aos investigadores que Erivan havia autorizado previamente a entrada do namorado no prédio.

Ainda segundo os relatos reunidos pela polícia, um funcionário do edifício afirmou ter visto, por volta das 2h30, um homem usando roupas pretas e capacete escuro deixando o local. Os investigadores apuram se a pessoa observada seria o suspeito.

A perícia foi acionada para analisar o apartamento e recolher elementos que possam ajudar a esclarecer o que aconteceu. Os sinais de luta encontrados no imóvel passaram a integrar a investigação sobre a dinâmica da morte. Até o momento, as autoridades não haviam concluído oficialmente como ocorreu o episódio nem qual teria sido a motivação.

O próprio suspeito teria acionado o Samu quando já estava fora do apartamento. A equipe de atendimento encontrou Erivan sem vida no imóvel e, diante da situação, a ocorrência passou a ser acompanhada pela Polícia Militar e posteriormente pela Polícia Civil.

Após se apresentar à polícia, Felipe foi inicialmente preso em flagrante. A investigação ficou sob responsabilidade do 78º Distrito Policial (Jardins), que passou a reunir informações, imagens e outros elementos para esclarecer as circunstâncias da morte.

A alegação de legítima defesa apresentada pelo suspeito ainda não representa uma conclusão sobre o caso. A versão deverá ser analisada pelas autoridades juntamente com os demais elementos reunidos durante a investigação.

Em atualização posterior, a Justiça de São Paulo concedeu liberdade provisória a Felipe após audiência de custódia. A decisão estabeleceu medidas cautelares, entre elas o comparecimento periódico ao tribunal, a obrigação de manter o endereço atualizado e a necessidade de comunicação caso precise permanecer fora da comarca de residência por período superior a oito dias.

A concessão da liberdade provisória não encerra a investigação nem significa conclusão sobre a responsabilidade criminal do investigado. O processo continua sujeito à apuração das circunstâncias da morte e à análise das provas produzidas durante o procedimento.

O caso também chama atenção para a segurança em edifícios residenciais e imóveis utilizados para locação temporária. Segundo as informações divulgadas, a entrada do suspeito no prédio havia sido previamente autorizada pela própria vítima, o que demonstra que o acesso ocorreu dentro da rotina de recebimento de visitantes do edifício.

Em situações dessa natureza, funcionários e administradores de condomínios podem ser chamados a fornecer informações às autoridades, como registros de entrada, imagens de câmeras de segurança e relatos sobre a movimentação observada nas áreas comuns. Esses elementos podem auxiliar a investigação, quando disponíveis e solicitados pelos órgãos responsáveis.

No episódio da Rua Augusta, imagens e informações obtidas durante as primeiras diligências foram utilizadas pelos investigadores na identificação do suspeito, conforme informado pela SSP-SP. A polícia continua analisando os elementos reunidos para esclarecer a sequência dos acontecimentos dentro do apartamento.

A investigação deverá definir as circunstâncias da morte de Erivan Araújo Gonçalves e avaliar a versão apresentada pelo suspeito. Até a conclusão das apurações e eventual decisão judicial definitiva, Felipe Donato da Silva permanece juridicamente como investigado no caso, prevalecendo a presunção de inocência.