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Polícia encontra 2 kg de drogas escondidos em apartamento

Polícia Civil encontrou diferentes tipos de maconha, celulares, dinheiro e simulacro de arma durante cumprimento de mandado em São Vicente

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Kauê Stucki Costa do Carmo, de 42 anos, possuía diversos tipos de maconha escondidos em seu apartamento · Foto: Reprodução e Polícia Civil

Uma operação da Polícia Civil terminou com a prisão de um homem de 42 anos e a apreensão de cerca de 2 kg de maconha escondidos dentro da parede de um apartamento em São Vicente, no litoral de São Paulo. A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação de tráfico de drogas.

O imóvel fica em um prédio localizado na região central da cidade. Segundo informações divulgadas pelo g1, os policiais da Delegacia Sede de São Vicente chegaram ao apartamento e encontraram a porta trancada. Após conseguirem acesso ao imóvel, os agentes iniciaram as buscas.

Drogas estavam escondidas dentro da parede

Durante a operação, os policiais localizaram um buraco na parede da cozinha. Dentro do espaço havia um saco plástico com aproximadamente 2 kg de maconha.

Segundo a polícia, entre as drogas apreendidas estavam um tablete de haxixe e material identificado como “dry/ice”, além de outros tipos de maconha. A apreensão foi registrada em vídeo e as imagens mostram o momento em que os agentes encontram o material escondido na estrutura do imóvel.

Além dos entorpecentes, os policiais apreenderam dois celulares, dinheiro e um simulacro de arma de fogo. Também foram encontradas ampolas fechadas e usadas de tirzepatida e uma caneta injetora de retatrutina.

Suspeito estava no mesmo prédio

Enquanto as buscas aconteciam no apartamento, os policiais receberam a informação de que o homem investigado estava em outro imóvel localizado no mesmo prédio.

Uma equipe se deslocou até o apartamento da namorada do suspeito. Conforme a polícia, ele recebeu os agentes e assumiu a propriedade das drogas encontradas durante a operação.

O homem foi preso e levado para a Delegacia Sede de São Vicente. A ocorrência foi registrada como tráfico de drogas na quarta-feira (7). Conforme informado pelo g1, ele passaria por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (8).

Ocorrência chama atenção para a segurança condominial

O caso também evidencia uma situação que pode gerar preocupação em condomínios residenciais: a utilização de uma unidade privada para esconder materiais relacionados a uma atividade criminosa.

Para síndicos e administradores, entretanto, uma ocorrência desse tipo não significa que a gestão condominial possa realizar buscas dentro dos apartamentos ou investigar moradores por conta própria. A apuração de crimes e o cumprimento de medidas judiciais são atribuições das autoridades competentes.

A administração deve atuar dentro dos limites estabelecidos pela legislação e pelas regras internas do condomínio, especialmente quando houver reflexos sobre áreas comuns, funcionários ou segurança coletiva.

Controle de acesso e comunicação são medidas preventivas

Embora a apreensão tenha ocorrido dentro de uma unidade privativa, o episódio reforça a importância de procedimentos de segurança em edifícios residenciais. Controle de acesso, identificação adequada de visitantes, monitoramento das áreas comuns e orientação dos funcionários podem contribuir para a prevenção de situações de risco.

Também é importante que moradores e colaboradores não tentem realizar abordagens ou investigações por conta própria diante de suspeitas de atividade criminosa. Quando houver uma situação concreta que possa representar risco ou indicar a ocorrência de um crime, a comunicação às autoridades é o caminho adequado.

O caso de São Vicente segue sob responsabilidade das autoridades policiais. O homem foi preso no contexto da investigação por tráfico de drogas, e os materiais encontrados no apartamento foram apreendidos para os procedimentos previstos na investigação.

A ocorrência chama atenção ainda pela forma como os entorpecentes foram escondidos: aproximadamente 2 kg de diferentes tipos de maconha estavam ocultos dentro de um espaço aberto na parede da cozinha, mostrando como atividades ilícitas podem permanecer fora da vista de outros moradores até que uma investigação policial seja realizada.