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Homem é preso por agredir cachorra em elevador em SP

Imagens de câmeras de segurança registraram as agressões em Santa Bárbara d’Oeste; após ser preso, suspeito obteve na Justiça o direito de responder ao caso em liberdade

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O animal foi resgatado e será encaminhado à ONG Meu Abrigo, em Americana, para receber cuidados especializados. · Foto: Reprodução

Homem é preso após agredir cachorra em elevador de condomínio em SP

Câmeras de segurança registraram as agressões em Santa Bárbara d’Oeste; animal idoso foi resgatado com sinais de dor e dificuldade para caminhar

Um homem de 40 anos foi preso em flagrante no domingo (18) por suspeita de maus-tratos contra uma cachorra dentro de um condomínio residencial no Jardim Laudissi, em Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo. As agressões ocorreram no sábado (17) e foram registradas por câmeras de segurança do elevador.

Segundo reportagem do jornal Liberal, as imagens mostram o homem chutando a cachorra, que aparece acuada dentro do elevador. A gravação registra dois chutes e, em outro momento, mais dois movimentos semelhantes, embora o ângulo não permita confirmar se esses últimos golpes atingiram o animal.

O caso chegou ao conhecimento de integrantes do grupo Cadeia para Maus-Tratos, que iniciou a apuração após receber uma denúncia. A mobilização contou com a participação da vereadora de Americana Roberta Lima, integrante da organização, e o apoio da Polícia Militar.

Cachorra foi encontrada com dores e dificuldade para caminhar

Após a denúncia, a equipe de proteção animal e os policiais conseguiram localizar o condomínio e resgatar a cachorra. De acordo com o boletim de ocorrência citado pelo Liberal, o animal estava bastante assustado e apresentava sinais de dor nos membros traseiros.

A cachorra é idosa, de pequeno porte e sem raça definida. Conforme relatado por Roberta Lima em entrevista à rádio Gold, ela também apresentava dificuldade para caminhar e dores nas patas traseiras. Diante dos sintomas, seria realizado um exame de raio-X para investigar possíveis lesões.

Uma médica-veterinária foi acionada para avaliar o estado de saúde do animal. O laudo elaborado apontou maus-tratos e foi apresentado no plantão policial.

O boletim de ocorrência também registrou falhas na tosagem dos pelos da cachorra. No local, a esposa do suspeito informou que ele próprio teria cortado os pelos do animal utilizando uma tesoura. Essa informação integra o registro da ocorrência, mas não deve ser confundida com uma conclusão independente sobre a origem das falhas.

Animal foi encaminhado para ONG em Americana

Após o resgate, a cachorra foi encaminhada à ONG Meu Abrigo, em Americana (SP), onde receberia cuidados específicos em razão de seu estado de saúde.

A avaliação veterinária e o exame de imagem previsto deverão ajudar a esclarecer a extensão de possíveis lesões. As informações divulgadas até o momento não detalham o resultado do raio-X.

Homem foi autuado em flagrante

O suspeito foi conduzido ao plantão policial, prestou depoimento e foi autuado em flagrante pelo delegado responsável pelo caso por suspeita de maus-tratos a animais. Conforme a reportagem do Liberal, ele permaneceu preso à disposição da Justiça.

Uma reportagem anterior do g1 informou que o homem havia obtido o direito de responder ao caso em liberdade após audiência de custódia. Como as informações foram publicadas em momentos distintos, é importante considerar a atualização mais recente disponível para confirmar a situação processual.

A prisão em flagrante e a autuação não equivalem, por si só, a uma condenação definitiva. A responsabilização criminal depende do andamento do processo e da análise das autoridades competentes.

Denúncias de maus-tratos também podem envolver ambientes residenciais

O episódio chama a atenção para o fato de que casos de violência contra animais também podem ocorrer dentro de apartamentos e em áreas comuns de condomínios. Neste caso, as imagens do elevador ajudaram a documentar a ocorrência e a encaminhar a denúncia às autoridades.

Quando houver suspeita de maus-tratos, moradores e funcionários podem comunicar o caso à Polícia Militar ou aos órgãos de proteção animal da região. Registros de câmeras devem ser preservados e disponibilizados às autoridades pelos meios adequados, evitando a divulgação desnecessária de dados pessoais ou de imagens que exponham envolvidos.

O caso reforça a importância da denúncia responsável, da proteção dos animais e da colaboração entre moradores, administração condominial e autoridades.

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