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Furto expõe superfaturamento em obra de prédio

Investigação aponta que desvio de materiais foi apenas a ponta de um esquema que causou prejuízo milionário à incorporadora

Furto de insumos revela esquema de superfaturamento em obra de prédio em Campo Grande
Foto: Imagem ilustrativa

O registro de furto de materiais de construção em uma obra de prédio em Campo Grande levou à descoberta de um esquema de superfaturamento milionário, apontado como muito mais amplo do que inicialmente se imaginava. Segundo as investigações, o desvio de insumos era apenas a ponta do iceberg de irregularidades praticadas no empreendimento.

De acordo com as apurações, contratos firmados para execução da obra apresentavam valores inflados e quantitativos incompatíveis com a real necessidade do projeto, gerando um prejuízo estimado em cerca de R$ 5 milhões à incorporadora responsável pelo prédio. A fraude envolvia desde a aquisição de materiais até a prestação de serviços no canteiro de obras.

As investigações resultaram no cumprimento de mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e no estado de São Paulo. Entre os suspeitos identificados estão engenheiros, prestadores de serviços e um almoxarife, que teriam atuado de forma articulada no desvio de recursos e materiais.

Durante a operação, foram apreendidos valores em dinheiro, documentos, além de indícios que reforçam a suspeita de crimes como furto qualificado, estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O material recolhido será analisado para aprofundar a apuração das responsabilidades individuais.

O caso chama atenção para a importância da gestão técnica e financeira rigorosa em obras imobiliárias, especialmente em empreendimentos de grande porte. Especialistas em engenharia e direito imobiliário destacam que a ausência de controles internos, auditorias periódicas e fiscalização independente facilita práticas ilícitas e compromete a viabilidade econômica dos projetos.

Além do impacto financeiro, irregularidades desse tipo podem gerar atrasos na entrega da obra, riscos à qualidade construtiva e prejuízos futuros para compradores e condôminos, reforçando a necessidade de transparência e governança desde a fase de construção.

A investigação segue em andamento, e os envolvidos poderão responder judicialmente conforme o avanço das apurações, enquanto o caso serve de alerta ao setor imobiliário sobre os riscos da má gestão e da falta de compliance em obras prediais.

Fonte: Campo Grande News