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Furto de cabos deixa condomínio de Botafogo sem luz durante três dias

Moradores do Parque Maria Cândida Pareto ficaram sem energia entre sábado e segunda-feira após cabos serem furtados no local

Furto de cabos deixa condomínio de Botafogo sem luz durante três dias

Furto de cabos deixa condomínio de Botafogo sem luz durante três dias

Moradores do condomínio Parque Maria Cândida Pareto, localizado na Rua Pinheiro Guimarães, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ficaram três dias sem energia elétrica após o furto de cabos de energia. A ocorrência foi registrada no sábado (19), e o fornecimento só foi restabelecido no início da noite de segunda-feira (21).

Segundo informações divulgadas pelo O Globo e repercutidas pelo Diário do Rio, a Light foi acionada no próprio sábado, após um técnico identificar o furto. Ao longo do período, equipes da concessionária estiveram no condomínio em diferentes momentos até que o serviço fosse normalizado.

Light realizou sete visitas ao condomínio

Durante os três dias de interrupção, a concessionária realizou sete visitas ao endereço. No sábado, foram duas equipes, uma durante o dia e outra à noite. No domingo, outras duas equipes estiveram no condomínio. Já na segunda-feira, três atendimentos foram realizados, sendo o último responsável pelo restabelecimento da energia.

A sequência de atendimentos prolongou o período de interrupção para os moradores, que precisaram lidar com os impactos da ausência de energia nas unidades e nas áreas comuns do empreendimento.

Em nota, a Light informou que mobilizou equipes para solucionar o problema desde o dia 19, quando o furto foi identificado.

Síndico relata que falta de energia já era recorrente

Embora o furto de cabos tenha ocorrido pela primeira vez naquele condomínio, o síndico Antônio Vieira relatou que as interrupções no fornecimento de energia já faziam parte da rotina dos moradores.

Segundo ele, o condomínio registra, em média, uma interrupção por mês. A declaração chama atenção para um problema que ultrapassa o episódio específico do furto e envolve a continuidade do serviço de energia na região.

A recorrência de interrupções pode afetar elevadores, portões eletrônicos, sistemas de controle de acesso, bombas, iluminação de áreas comuns e outros equipamentos que dependem de fornecimento elétrico.

Em empreendimentos residenciais, a interrupção prolongada também pode exigir a adoção de procedimentos de contingência para preservar serviços essenciais e garantir a circulação segura dos moradores.

Furto de cabos provoca impacto além do prejuízo material

A subtração de cabos elétricos não representa apenas a perda do material. Quando o crime atinge uma infraestrutura responsável pelo abastecimento de uma região ou de um empreendimento, o impacto pode se estender à rotina de dezenas ou centenas de pessoas.

Em condomínios, uma interrupção prolongada pode comprometer sistemas automatizados, iluminação, equipamentos de segurança e estruturas que dependem de energia para funcionar.

A situação exige atenção especial quando o empreendimento possui portões eletrônicos, sistemas de reconhecimento facial, câmeras, interfones, cercas elétricas ou outros recursos de controle e monitoramento.

Por isso, a gestão condominial precisa considerar os efeitos de uma eventual interrupção e estabelecer procedimentos para situações emergenciais.

Rio registra centenas de furtos de cabos em 2026

O caso de Botafogo ocorre em um cenário mais amplo de aumento dos registros relacionados ao furto de cabos no Rio de Janeiro.

Dados divulgados pela Light apontam que a concessionária contabilizou 832 ocorrências até 31 de agosto de 2026. No período, aproximadamente 85 mil metros de cabos foram furtados, gerando prejuízo estimado em R$ 11,2 milhões.

Botafogo registrava 20 ocorrências até aquele momento. O bairro aparecia abaixo de regiões como Centro, com 323 casos, e Copacabana, com 215. Também foram registrados episódios em Flamengo, Ipanema, Glória, Leme, Leblon, Catete e Barra da Tijuca.

Os números demonstram que o problema não está restrito a um único empreendimento e envolve diferentes áreas da cidade.

Poder público criou estrutura para combater o crime

A preocupação com os furtos levou a Prefeitura do Rio e o Governo do Estado a criarem, em setembro, o Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos.

A estrutura reúne órgãos públicos e concessionárias com o objetivo de compartilhar informações, planejar operações e fiscalizar estabelecimentos que possam receber materiais provenientes de furtos.

A iniciativa considera que o combate ao problema depende não apenas da identificação de quem realiza a subtração dos cabos, mas também da atuação sobre a cadeia de receptação e comercialização do material.

Segurança elétrica também envolve a rotina dos condomínios

Para os condomínios, ocorrências dessa natureza reforçam a importância de avaliar os equipamentos que dependem de energia e os procedimentos adotados durante interrupções.

Sistemas de acesso, iluminação de emergência, elevadores, bombas e dispositivos de segurança devem fazer parte do planejamento de contingência do empreendimento.

A administração também pode manter contato atualizado com concessionárias, empresas responsáveis pela manutenção e prestadores de serviços essenciais, facilitando o acionamento em situações de emergência.

Outro ponto importante é o registro das ocorrências. Documentar horários, interrupções, atendimentos técnicos e eventuais danos ajuda a administração a acompanhar problemas recorrentes e a apresentar informações organizadas às empresas responsáveis e às autoridades quando necessário.

Furto de cabos exige atenção preventiva

A ocorrência em Botafogo demonstra como um crime praticado contra a infraestrutura elétrica pode alterar durante dias a rotina de um condomínio inteiro.

No caso do Parque Maria Cândida Pareto, foram necessárias sete visitas da concessionária até que o fornecimento fosse restabelecido, após a ocorrência registrada no sábado.

Além da atuação das autoridades e da concessionária, os condomínios podem adotar medidas de prevenção voltadas à proteção de áreas técnicas, casas de máquinas, caixas de passagem e outros locais onde estejam instalados equipamentos e cabos acessíveis.

O planejamento também deve considerar como manter o controle de acesso, a circulação interna e os serviços essenciais durante uma eventual interrupção.

O problema registrado em Botafogo se soma a centenas de ocorrências contabilizadas pela Light em 2026 e mostra que o furto de cabos pode representar não apenas um prejuízo à infraestrutura, mas também um transtorno prolongado para moradores e administradores.