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Os sete bilionários brasileiros da construção

Empresários ligados a JHSF, MRV, Cyrela, Cury, Direcional e Eztec acumulam mais de R$ 30 bilhões em patrimônio

Forbes revela os sete bilionários brasileiros da construção e incorporação em 2026
Foto: Imagem ilustrativa

Forbes revela os sete bilionários brasileiros da construção e incorporação em 2026

O setor de construção e incorporação imobiliária reúne sete dos 255 bilionários brasileiros listados pela Forbes em 2026. Juntos, os empresários acumulam mais de R$ 30 bilhões em patrimônio, segundo levantamento publicado pela revista.

Os nomes estão ligados a companhias de capital aberto do setor, incluindo JHSF, MRV, Cyrela, Cury, Direcional e Eztec. As fortunas estão diretamente relacionadas às participações dos empresários nas empresas negociadas na bolsa de valores.

De acordo com a Forbes, os dados utilizados na lista têm como referência a cotação de fechamento das ações em 30 de junho de 2026. Como o levantamento considera informações públicas, os patrimônios podem estar subestimados, já que imóveis, obras de arte, aeronaves e embarcações, por exemplo, não são incluídos na maioria dos casos.

Fábio Auriemo lidera ranking do setor

O primeiro colocado entre os bilionários da construção é Fábio Roberto Chimenti Auriemo, da JHSF, com patrimônio estimado em R$ 10 bilhões.

Auriemo ocupa a 40ª posição no ranking geral de bilionários brasileiros em 2026. No ano anterior, estava na 53ª colocação. Seu patrimônio cresceu 23,75%, passando de R$ 8 bilhões para R$ 10 bilhões.

Fundador da JHSF, criada em 1972 como uma pequena construtora, o empresário acompanhou a expansão do grupo para diferentes áreas. Atualmente, a companhia atua em empreendimentos imobiliários, shopping centers, hospitalidade, clubes, aeroporto e negócios financeiros.

Entre os empreendimentos associados à empresa estão Parque Cidade Jardim, Fazenda Boa Vista e Boa Vista Village.

Rubens Menin aparece em segundo

Na segunda posição está Rubens Menin, fundador da MRV, com patrimônio estimado em R$ 9,2 bilhões.

Aos 70 anos, o empresário tem sua fortuna principalmente relacionada à MRV e ao Inter. Embora seus sucessores estejam à frente das operações das duas companhias, Menin continua como presidente dos respectivos conselhos de administração.

O empresário ocupa a 44ª posição no ranking geral da Forbes em 2026. Seu patrimônio, que era de R$ 9,8 bilhões no ano anterior, apresentou redução de 6,12%.

Menin fundou a MRV em 1979, em Belo Horizonte, e atualmente possui participação de aproximadamente 32,6% no capital social da companhia.

José Auriemo Neto também está entre os mais ricos

Outro nome ligado à JHSF aparece na lista. José Auriemo Neto, conhecido como “Zeco”, possui patrimônio estimado em R$ 9,1 bilhões.

O empresário subiu da 59ª para a 45ª posição no ranking geral entre 2025 e 2026. Sua fortuna aumentou de R$ 6,8 bilhões para R$ 9,1 bilhões, uma alta de 33,82%.

Além de acionista e presidente do conselho da JHSF, Auriemo Neto controla a rede Fasano, adquirida em 2014.

Sua atuação também se estende ao setor aeroportuário. Em 2019, foi inaugurado o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, em São Roque (SP), além da expansão internacional da marca Fasano.

Elie Horn representa a Cyrela

Com patrimônio estimado em R$ 3,7 bilhões, Elie Horn, da Cyrela, ocupa a 110ª posição no ranking de bilionários brasileiros.

O empresário, de 82 anos, teve uma pequena alta patrimonial em relação ao ano anterior, passando de R$ 3,6 bilhões para R$ 3,7 bilhões.

Horn é o principal acionista da Cyrela e transferiu o comando da companhia para os filhos em 2014, passando a dedicar mais atenção ao fundo Abaporu e a projetos filantrópicos.

A Cyrela possui atualmente valor de mercado estimado em R$ 10,7 bilhões, segundo os dados apresentados pela Forbes.

Fábio Cury aparece entre os bilionários

Fábio Elias Cury, da Cury, possui patrimônio estimado em R$ 3,3 bilhões.

O empresário subiu da 124ª para a 117ª posição no ranking geral, enquanto sua fortuna aumentou de R$ 2,6 bilhões para R$ 3,3 bilhões, uma alta de 26,92%.

A família Cury detém aproximadamente 34% da construtora e incorporadora, que abriu capital na bolsa de valores em setembro de 2020. Fábio é o maior acionista individual da família.

Ricardo Gontijo representa a Direcional

O fundador e presidente do conselho da Direcional Engenharia, Ricardo Valadares Gontijo, aparece com patrimônio de R$ 3 bilhões.

A fortuna apresentou alta de 3,4% em relação ao ano anterior, quando era estimada em R$ 2,9 bilhões.

Gontijo ocupa a 141ª posição no ranking geral. Seu filho, Ricardo Ribeiro Valadares Gontijo, é o atual CEO da companhia.

A família possui aproximadamente 36% das ações da Direcional, empresa que está listada na bolsa desde 2009.

Flávio Zarzur fecha a lista

O sétimo bilionário do setor é Flávio Ernesto Zarzur, da Eztec, com patrimônio estimado em R$ 2,1 bilhões.

O empresário subiu da 203ª para a 170ª posição no ranking da Forbes. Sua fortuna cresceu de R$ 1,8 bilhão para R$ 2,1 bilhões, alta de 16,6%.

Zarzur, de 69 anos, é filho de Ernesto Zarzur, com quem fundou a Eztec em 1979. Atualmente, ele ocupa a presidência do conselho de administração, enquanto seu irmão Silvio, também cofundador, atua como diretor-presidente.

A Eztec possui valor de mercado estimado em R$ 3,2 bilhões, enquanto o grupo controlador detém 56% do capital social da companhia.

Construção e incorporação entre as grandes fortunas

A presença de sete empresários do setor entre os bilionários brasileiros evidencia a capacidade de geração de patrimônio da construção civil e da incorporação imobiliária no país.

Embora os empresários tenham trajetórias e modelos de negócios diferentes, suas fortunas estão associadas a empresas que atuam diretamente na transformação urbana, na construção de empreendimentos residenciais e comerciais e na criação de novos espaços de moradia, lazer e serviços.

Ao todo, os sete nomes representam 2,75% dos 255 bilionários brasileiros de 2026 e acumulam mais de R$ 30 bilhões em patrimônio, de acordo com o levantamento da Forbes.

O ranking também mostra como a valorização das empresas na bolsa e a participação societária dos controladores continuam sendo fatores importantes para a formação e evolução das grandes fortunas ligadas ao mercado imobiliário brasileiro.

Fonte: Forbes Brasil