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Família é encontrada morta em apartamento de Curitiba

Pai, mãe e filho foram localizados sem vida no bairro Água Verde após vizinhos estranharem o silêncio no imóvel e acionarem as autoridades

Família é encontrada morta dentro de apartamento em condomínio de Curitiba; polícia investiga o caso
Foto: Reprodução

Três pessoas da mesma família foram encontradas mortas dentro do apartamento onde moravam, no bairro Água Verde, área nobre de Curitiba, na tarde de terça-feira (25). As vítimas foram identificadas como Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos; Marcos Alberto Furuyama, de 50; e Rafael Furuyama, de 21 anos.

O imóvel fica no nono andar de um edifício residencial localizado na Rua Guilherme Pugsley. A ocorrência mobilizou equipes policiais e peritos, e a investigação busca esclarecer como as três mortes aconteceram e o que levou à situação encontrada no apartamento.

Vizinhos estranharam ausência da família

A descoberta ocorreu depois que moradores perceberam que havia algo diferente na rotina da família.

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, vizinhos estranharam a ausência de movimentação no apartamento e também ouviram latidos persistentes do cachorro que permanecia no imóvel.

A falta de notícias dos moradores aumentou a preocupação e levou ao acionamento das autoridades. Para conseguir acessar o apartamento, foi necessário forçar a entrada com o auxílio de um chaveiro.

Dentro do imóvel, os policiais localizaram os três integrantes da família já sem vida.

Vítimas foram encontradas em cômodos do apartamento

As vítimas apresentavam sinais de violência provocados por arma branca. Informações divulgadas após a perícia inicial indicaram que os corpos estavam em um dos quartos do apartamento.

No local, investigadores encontraram uma faca e um canivete ou punhal, que foram recolhidos para análise pericial. Os objetos apresentavam vestígios que deverão ser confrontados com outros elementos encontrados na cena.

A Polícia Científica trabalha para determinar a dinâmica das mortes, incluindo a sequência dos acontecimentos e a identificação de quem teria utilizado os objetos.

Polícia investiga circunstâncias das mortes

A Polícia Civil do Paraná conduz a investigação e ainda não trata todas as circunstâncias do caso como definitivamente esclarecidas.

Uma das hipóteses inicialmente consideradas é a de homicídio seguido de suicídio, com a possibilidade de Marcos Furuyama ter matado a esposa e o filho antes de tirar a própria vida.

A hipótese, entretanto, permanece sob investigação e deverá ser confrontada com os resultados da perícia, depoimentos e demais elementos reunidos pelas autoridades.

A identificação da dinâmica é fundamental para determinar se houve participação de uma terceira pessoa ou se os acontecimentos ocorreram exclusivamente entre os integrantes da família.

Objetos encontrados passam por perícia

A faca e o segundo objeto perfurocortante encontrados no apartamento foram recolhidos para análise.

Os exames poderão ajudar a esclarecer a origem dos vestígios encontrados e verificar se os objetos têm relação direta com os ferimentos identificados nos corpos.

Além da análise dos instrumentos, a investigação deverá considerar outros elementos presentes no apartamento, como posicionamento dos corpos, vestígios, portas e acessos ao imóvel.

Família tinha rotina profissional conhecida

As vítimas tinham vínculos profissionais com a região de Curitiba.

Claudia Hitomi Shimada Furuyama atuava como médica pediatra e trabalhava havia mais de duas décadas em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. A prefeitura do município lamentou a morte da profissional.

Marcos Alberto Furuyama era engenheiro. O casal tinha um filho, Rafael, de 21 anos.

A identificação das vítimas ajudou a esclarecer quem eram os moradores do apartamento e mobilizou familiares e pessoas próximas após a confirmação das mortes.

Apartamento havia sido levado a leilão judicial

Outro elemento que passou a fazer parte da apuração envolve a situação patrimonial do apartamento.

Segundo informações divulgadas pelo UOL, o imóvel havia sido colocado em leilão judicial dias antes das mortes, em decorrência de uma antiga ação relacionada a uma construtora para a qual Marcos havia trabalhado.

A informação, contudo, não estabelece por si só qualquer relação entre a situação judicial do imóvel e as mortes.

Eventuais vínculos entre os fatos precisarão ser esclarecidos pela investigação, caso as autoridades encontrem elementos que indiquem alguma conexão.

Condomínio foi cenário da ocorrência

O caso também chama atenção para a atuação de vizinhos e para os protocolos de segurança em edifícios residenciais.

A descoberta não ocorreu imediatamente após os primeiros sinais de ausência. O comportamento do cachorro e a falta de movimentação contribuíram para que moradores percebessem que havia uma situação incomum.

Em condomínios, mudanças abruptas na rotina de moradores podem ser percebidas por funcionários e vizinhos, especialmente quando envolvem idosos, pessoas que vivem sozinhas ou famílias com rotina conhecida.

A comunicação rápida de situações consideradas fora do padrão pode contribuir para o acionamento de serviços de emergência.

Entrada no imóvel foi necessária para localizar as vítimas

A necessidade de acesso ao apartamento exigiu a intervenção das autoridades.

Como não havia resposta dos moradores, o imóvel precisou ser aberto para que policiais verificassem o que havia ocorrido.

A situação reforça a importância de condomínios manterem procedimentos claros para casos de emergência, especialmente quando há suspeita de que um morador esteja em risco.

Esses protocolos devem respeitar os limites legais relacionados à privacidade e à propriedade, mas precisam permitir uma resposta rápida quando existem indícios concretos de emergência.

Investigação deverá analisar imagens e acessos

Como o caso ocorreu dentro de um edifício residencial, imagens do sistema de monitoramento podem contribuir para a investigação.

Registros das áreas comuns, elevadores, garagem e acessos podem ajudar a identificar movimentações ocorridas antes da descoberta dos corpos.

Também podem ser analisados registros de entrada e saída de moradores, visitantes e prestadores de serviço.

Esses elementos poderão auxiliar os investigadores a reconstruir a rotina da família e verificar se houve alguma movimentação incomum no prédio.

Causa das mortes ainda depende de exames

Embora os investigadores já tenham levantado hipóteses sobre a dinâmica do caso, a conclusão dependerá dos exames realizados pela Polícia Científica.

Os laudos deverão apontar as causas e circunstâncias das mortes, além de fornecer informações sobre os ferimentos encontrados nas vítimas.

A perícia também poderá ajudar a determinar a posição dos envolvidos no momento dos acontecimentos e esclarecer a sequência provável dos fatos.

Por enquanto, as informações divulgadas pelas autoridades devem ser tratadas como parte de uma investigação em andamento.

Caso causa repercussão entre moradores

A ocorrência provocou preocupação entre moradores da região do Água Verde e chamou atenção para a necessidade de identificação rápida de situações atípicas em edifícios residenciais.

Em condomínios, a proximidade entre unidades pode fazer com que vizinhos percebam sons, movimentações ou mudanças de rotina que passariam despercebidos em outros tipos de moradia.

A administração condominial, entretanto, deve atuar com cautela, evitando transformar situações particulares em exposição indevida da vida dos moradores.

O equilíbrio entre segurança, privacidade e respeito à rotina dos condôminos é um dos principais desafios da gestão de empreendimentos residenciais.

Polícia busca esclarecer o que aconteceu

A investigação continua para determinar exatamente o que ocorreu dentro do apartamento.

Os policiais deverão reunir os resultados da perícia, informações sobre a rotina da família, registros de acesso ao edifício e outros elementos capazes de esclarecer a dinâmica das mortes.

Até o momento, a hipótese de homicídio seguido de suicídio é tratada como uma das linhas investigativas, mas não há conclusão definitiva sobre o caso.

O episódio permanece sob investigação da Polícia Civil do Paraná, enquanto os exames periciais devem fornecer elementos para confirmar ou afastar as hipóteses levantadas inicialmente.

Fonte: G1