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Condomínios do Buritis recorrem a caminhões-pipa

Intermitência no abastecimento desde 19 de agosto já gerou gastos de até R$ 5 mil em condomínios e preocupa moradores

Falta de água há duas semanas leva condomínios do Buritis, em BH, a contratar caminhões-pipa
Foto: Reprodução

Moradores do bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte, enfrentam problemas no abastecimento de água desde 19 de agosto. A intermitência no fornecimento tem afetado especialmente condomínios e imóveis localizados em pontos mais altos da região, levando moradores e administradores a recorrerem a caminhões-pipa para manter os reservatórios abastecidos.

Segundo relatos reunidos pelo Metrópoles, em alguns locais a água chega por apenas uma ou duas horas por dia. A situação tem dificultado atividades básicas e provocado preocupação entre moradores, principalmente em edifícios que dependem do abastecimento da rede para recompor suas caixas-d’água.

A alternativa encontrada por diversos condomínios tem sido a contratação emergencial de caminhões-pipa.

Custo emergencial chega a R$ 5 mil

Cada viagem de caminhão-pipa custa, em média, R$ 1.250. Com a necessidade de reposição frequente dos reservatórios, o impacto financeiro passou a pesar sobre os moradores.

Um dos condomínios do Buritis informou já ter desembolsado R$ 5 mil com o serviço emergencial. O gasto representa uma despesa extraordinária para os empreendimentos, que precisam garantir o fornecimento mínimo de água enquanto o sistema público não volta à normalidade.

Além dos condomínios, residências também passaram a utilizar o serviço para enfrentar os períodos prolongados sem abastecimento regular.

A situação demonstra como interrupções prolongadas de serviços essenciais podem provocar despesas não previstas na rotina administrativa dos empreendimentos.

Problema começou após rompimento de adutora

A crise no abastecimento da região Oeste de Belo Horizonte está relacionada a intervenções no sistema de distribuição de água.

Segundo as informações divulgadas, houve o rompimento de uma adutora em 19 de agosto, em um ponto localizado sob uma edificação no bairro Nova Granada. A região também passou por intervenções programadas, incluindo obras realizadas pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Seinfra).

O impacto foi sentido em diferentes bairros, incluindo Buritis, Estoril e Nova Suíça.

No Buritis, os efeitos foram considerados mais intensos em razão da alta concentração de moradores e do grande número de edifícios.

Pressão insuficiente afeta prédios

A baixa pressão da rede representa um problema especialmente relevante para condomínios localizados em áreas mais elevadas.

Mesmo quando há algum período de fornecimento, a pressão insuficiente pode impedir que a água chegue aos reservatórios dos edifícios em quantidade adequada.

Na prática, isso significa que a retomada momentânea do abastecimento não necessariamente resolve o problema para todos os moradores. Em prédios mais altos, a água pode não alcançar os reservatórios necessários para garantir o consumo ao longo do dia.

Por esse motivo, os caminhões-pipa passaram a ser utilizados como alternativa emergencial.

Copasa afirma que sistema está em normalização

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou que os impactos no abastecimento do Buritis estão relacionados à obra realizada pela Seinfra.

Segundo a companhia, a intervenção foi concluída às 8h de 31 de agosto. Apesar da conclusão dos serviços, a empresa explicou que o sistema ainda está em processo de normalização e que os reflexos no abastecimento podem permanecer até que a regularização seja completa.

A Copasa havia informado anteriormente que o remanejamento de um trecho de uma adutora de grande porte tinha como objetivo recuperar a vazão e restabelecer a pressão adequada na região.

A previsão é de que o abastecimento seja normalizado nos próximos dias.

Moradores enfrentam custos e transtornos

Enquanto o sistema não se estabiliza, moradores precisam lidar com os impactos da falta de água e com despesas adicionais.

Nos condomínios, a situação exige atenção especial dos síndicos e administradoras, que precisam acompanhar o nível dos reservatórios, avaliar a necessidade de abastecimento emergencial e administrar os custos decorrentes da interrupção.

A contratação de caminhões-pipa, embora necessária em determinadas circunstâncias, representa uma despesa extraordinária e precisa ser administrada de forma responsável para evitar comprometimento do orçamento condominial.

Abastecimento emergencial exige planejamento

Em períodos de interrupção prolongada, o acompanhamento do consumo e da capacidade dos reservatórios torna-se fundamental.

A administração precisa conhecer o volume disponível nas caixas-d’água e estimar a autonomia do condomínio para definir o momento adequado de solicitar o abastecimento emergencial.

Também é importante comunicar os moradores sobre a situação e orientar para o uso consciente da água enquanto o fornecimento não estiver regularizado.

A adoção dessas medidas pode ajudar a reduzir desperdícios e ampliar a autonomia dos reservatórios.

Copasa orienta uso consciente

Enquanto o sistema passa pelo processo de normalização, a Copasa orienta os moradores a utilizar a água de maneira consciente.

A companhia também informou que escolas e unidades de saúde podem contar com caminhões-pipa sem custo. Para os moradores, a empresa disponibiliza canais de atendimento, incluindo o aplicativo Copasa Digital, o site da companhia, o telefone 0800 0300 115 e o WhatsApp.

A recomendação é que os consumidores registrem as ocorrências e acompanhem as atualizações sobre a normalização do serviço.

Situação reforça importância dos reservatórios

A ocorrência no Buritis também evidencia a importância dos sistemas de armazenamento de água nos condomínios.

Caixas-d’água com capacidade adequada podem oferecer maior autonomia durante períodos de interrupção ou instabilidade no fornecimento. A manutenção dos reservatórios e dos equipamentos relacionados ao sistema hidráulico também é fundamental para garantir o funcionamento adequado.

Em situações de crise, entretanto, mesmo estruturas de armazenamento podem não ser suficientes quando a interrupção se prolonga por vários dias.

Gestão condominial enfrenta impacto extraordinário

Para os condomínios afetados, a falta de água ultrapassa o problema de abastecimento e alcança diretamente a gestão financeira e operacional.

Despesas com caminhões-pipa, comunicação com moradores, acompanhamento dos reservatórios e eventual reorganização da rotina do empreendimento passam a fazer parte das medidas emergenciais.

O episódio mostra como problemas de infraestrutura urbana podem gerar reflexos imediatos dentro dos condomínios e exigir decisões rápidas por parte dos gestores.

Normalização é aguardada pelos moradores

a expectativa dos moradores é que o abastecimento seja restabelecido gradualmente nos próximos dias.

Até que o sistema volte a operar normalmente, condomínios e residências permanecem sujeitos à intermitência e, em alguns casos, à necessidade de abastecimento complementar.

A situação no Buritis evidencia os efeitos que uma falha prolongada no sistema público pode produzir sobre a rotina dos empreendimentos residenciais. Para os condomínios, o episódio reforça a importância do planejamento hidráulico, do acompanhamento dos reservatórios e da existência de procedimentos para situações emergenciais de falta de água.

Fonte: Metropoles