Sistema de alarme falha e perturba moradores em Goiânia
Disparos indevidos e frequentes de sistema recém-instalado geram noites insones e tensão entre condôminos, que cobram solução técnica e melhor gestão condominial

Moradores de um condomínio residencial no bairro Parque Oeste Industrial, em Goiânia (GO), relatam transtornos e noites sem sono em razão de falhas no novo sistema de alarme de incêndio instalado na estrutura. De acordo com moradores, as sirenes das cinco torres do empreendimento têm disparado de forma indevida e frequente, inclusive em horários noturnos, sem qualquer indício de fogo ou fumaça detectado no local.
Os condôminos procuraram o portal Mais Goiás para relatar que os alarmes soam em momentos diversos, como madrugada adentro, gerando sério incômodo e prejuízo à tranquilidade de quem vive no prédio. Em muitos episódios, os disparos ocorrem por longos períodos, tirando o descanso noturno e aumentando a frustração dos moradores.
Segundo relatos, a comunicação com a administração tem sido dificultada pelo fato de o síndico ser terceirizado e não residir no condomínio, gerando dificuldades para interlocução direta e resolução do problema. Condôminos afirmaram ainda que, inicialmente, a administração tentou imputar a culpa pelos disparos às crianças que frequentam o empreendimento, posição que depois foi contestada pelos próprios moradores.
Pressionada pelas queixas, a gestão condominial admitiu que o sistema pode apresentar falhas por estar em fase de adaptação, e comunicou que a central de alarme será desativada temporariamente para manutenção até a sexta-feira seguinte. Em nota enviada aos moradores, a administração explicou que a instalação da central de incêndio foi uma exigência do Corpo de Bombeiros para obtenção do Certificado de Conformidade (Cercon) e que ajustes técnicos e treinamento da equipe serão prioritários.
O episódio evidencia os desafios enfrentados por condomínios ao implementar equipamentos técnicos complexos, especialmente quando há falhas de manutenção e falta de treinamento da equipe de porteiros e zeladores — fatores que podem comprometer tanto a eficácia do sistema quanto o bem-estar dos moradores.
Moradores também solicitaram à Prefeitura que fiscalize a intensidade sonora dos alarmes e assegure o correto funcionamento do equipamento antes de sua reativação. A Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) confirmou que enviará equipe de fiscalização ao condomínio para avaliar o sistema de alarme e notificar a gestão caso irregularidades sejam constatadas.
Do ponto de vista da gestão condominial, o caso ressalta a importância de planejamento técnico, manutenção preventiva, comunicação transparente e capacitação da equipe interna para lidar com equipamentos de segurança exigidos por normas técnicas e órgãos reguladores. Além disso, demonstra que falhas recorrentes em sistemas de alarme podem configurar perturbação de sossego, um direito garantido pelo Código Civil e pela legislação sobre bem-estar nos condomínios.
Fonte: Mais Góias