Facção transforma condomínio em ponto de tráfico e lavagem
Organização criminosa comandava ponto de drogas 24 horas em residencial e movimentava cerca de R$ 450 mil por mês

Facção criminosa transforma condomínio em ponto de tráfico e lavagem de dinheiro em Tubarão
Uma investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) revelou que uma facção criminosa, com estrutura hierarquizada, utilizava um condomínio residencial no município de Tubarão (SC) como base para tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, segundo denúncia aceita pela Justiça.
De acordo com a denúncia apresentada pelo MPSC, o grupo criminoso operava de forma contínua, 24 horas por dia, dentro do condomínio, movimentando aproximadamente R$ 450 mil por mês com a venda de entorpecentes. Os promotores afirmam que a organização seguia um modelo operacional similar ao de facções de maior alcance estadual, com funções bem definidas entre seus integrantes.
Entre os quatro denunciados estão pessoas apontadas como líderes do esquema, que não apenas controlavam o comércio ilegal de drogas no local, como também tinham influência sobre quem podia entrar ou sair do condomínio. Em alguns momentos, os denunciados impunham regras internas e chegaram a expulsar moradores, segundo a ação do MPSC.
A denúncia traz à tona ainda indícios de lavagem de capitais, com movimentações financeiras incompatíveis com rendimentos declarados pelos acusados. Um dos integrantes investigados teria movimentado mais de R$ 1 milhão em contas pessoais entre 2022 e 2024, enquanto outro é apontado como responsável por ocultar patrimônio por meio de empresas de fachada, movimentando cerca de R$ 6 milhões em contas pessoais e empresariais — valores sem correspondência com atividades econômicas lícitas.
A ação do MPSC, agora recebida pela Justiça, torna os quatro acusados réus em processo penal por organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Os promotores também requerem o confisco dos bens apreendidos e a fixação de indenização por danos morais coletivos, considerando os graves impactos sociais causados pela atuação do grupo no entorno do condomínio.
O caso serve de alerta para gestores condominiais, síndicos e moradores sobre a importância de monitoramento, comunicação efetiva com autoridades de segurança pública, controles de acesso rigorosos e medidas preventivas para evitar que espaços residenciais sejam utilizados como bases para atividades criminosas. A atuação integrada entre administração, forças policiais e instituições de justiça é essencial para preservar a segurança e o bem-estar da comunidade condominial.
Fonte: MPSC