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Explosão de gás destrói apartamento em Mongaguá

Duas moradoras foram resgatadas dos escombros após explosão em prédio de três andares; imóvel foi interditado preventivamente para avaliação técnica

Explosão de botijão de gás destrói apartamento e deixa mulheres feridas em Mongaguá
Foto: Explosão destruiu parte do imóvel em Mongaguá (SP) — Foto: Itaicy Julio

Duas mulheres, de 62 e 65 anos, ficaram feridas após a explosão de um botijão de gás destruir parte de um apartamento em Mongaguá, no litoral de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (16). As vítimas estavam no imóvel, localizado no último pavimento de um prédio de três andares, quando ocorreu o acidente.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a ocorrência foi registrada por volta de 00h30, na Avenida Campos Sales, no bairro Jardim Marina. Quatro viaturas e 12 profissionais foram mobilizados para atender a emergência.

As duas moradoras foram encontradas e retiradas dos escombros conscientes. Após o resgate, elas foram encaminhadas ao Pronto-Socorro Central de Mongaguá para atendimento médico.

A explosão provocou danos significativos ao apartamento. Imagens divulgadas pelo g1 mostram parte da estrutura do imóvel destruída após o impacto, evidenciando a dimensão do acidente.

De acordo com a Defesa Civil do Estado, a ocorrência aconteceu após um desentendimento entre as duas moradoras do apartamento. A informação consta no relato divulgado pelo órgão sobre o atendimento realizado no local.

Após o resgate das vítimas, a atenção das equipes se voltou para as condições de segurança da edificação. A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil realizou uma primeira vistoria e determinou a interdição preventiva do imóvel.

A medida tem como objetivo impedir a permanência dos moradores até que seja possível verificar tecnicamente as condições da estrutura. Após ocorrências envolvendo explosões, danos em paredes, lajes ou outros elementos construtivos, a avaliação especializada é necessária para identificar possíveis comprometimentos que não sejam perceptíveis imediatamente.

O prédio deverá passar por uma análise técnica detalhada realizada pela equipe de engenharia municipal. A Polícia Técnico-Científica também acompanha os trabalhos para avaliação das circunstâncias relacionadas ao acidente.

Enquanto os procedimentos eram realizados, aproximadamente 20 moradores permaneciam no local aguardando a conclusão das avaliações. A situação exigia que o acesso e a ocupação do edifício fossem tratados com cautela até a definição das condições de segurança.

Para condomínios e edifícios residenciais, ocorrências desse tipo demonstram que os impactos de um acidente com gás podem ultrapassar o apartamento onde o incidente acontece. Dependendo da intensidade da explosão, elementos da edificação podem ser atingidos e exigir avaliação antes da liberação do imóvel.

A interdição preventiva também evidencia a importância da atuação integrada entre Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e profissionais de engenharia. Cada órgão possui atribuições específicas no atendimento da ocorrência e na avaliação das condições encontradas após o acidente.

Em situações que envolvem suspeita de danos estruturais, a retomada da ocupação deve depender das conclusões das equipes técnicas responsáveis. A inspeção permite verificar se existem riscos que possam comprometer a segurança dos moradores e quais medidas eventualmente serão necessárias.

O episódio em Mongaguá também reforça a necessidade de atenção permanente às instalações e equipamentos relacionados ao uso de gás em edificações residenciais. Manutenção, inspeções e procedimentos adequados de segurança são medidas importantes para reduzir riscos e identificar problemas antes que possam resultar em acidentes.

Além dos cuidados preventivos, condomínios precisam contar com procedimentos de emergência conhecidos por funcionários e moradores. Em uma ocorrência, o acionamento dos serviços especializados e a retirada segura das pessoas devem ter prioridade.

O caso segue acompanhado pelas autoridades, enquanto a avaliação técnica do prédio deverá determinar as condições da estrutura após a explosão.

Fonte: G1