Ex-síndica acusada de desviar R$ 350 mil de condomínio no DF é solta após decisão da Justiça
Daniele Nóbrega, que estava presa preventivamente desde abril, é acusada de furto qualificado, fraude, abuso de confiança e falsidade ideológica em condomínio de Águas Claras.

A ex-síndica Daniele Nóbrega, acusada de desviar mais de R$ 350 mil dos cofres do condomínio Residencial Monte Carlo, em Águas Claras, no Distrito Federal, foi solta nesta quarta-feira (18), após decisão da Justiça que revogou sua prisão preventiva. Ela estava presa desde abril, acusada de furto qualificado, fraude, abuso de confiança e falsidade ideológica.
O caso veio à tona após uma reunião entre moradores, quando Daniele propôs uma taxa extra de R$ 40 mil para um serviço de manutenção na fachada do prédio. A proposta gerou desconfiança, levando os condôminos a solicitar documentos financeiros e iniciar uma investigação.
Segundo os moradores, a análise dos extratos revelou que parte dos recursos do condomínio foi desviada para a montagem e manutenção de uma esmalteria localizada em Ceilândia, além de outros gastos pessoais que estavam disfarçados como "manutenção" ou "outras despesas".
Além do prejuízo financeiro, os moradores denunciaram que o condomínio ficou com estrutura comprometida, apresentando falhas em sistemas de segurança, extintores vencidos e equipamentos de combate a incêndio danificados.
Após a repercussão, Daniele deixou o apartamento e a Polícia Civil do DF realizou buscas e apreensões em seus endereços, recolhendo celulares, computadores e documentos. No início de maio, a Justiça determinou o bloqueio de três veículos e de um imóvel em nome da ex-síndica, como forma de tentar garantir o ressarcimento dos prejuízos.
Em nota, a defesa de Daniele afirmou que a soltura ocorreu devido à colaboração da cliente com as autoridades e aos esforços para ressarcir os danos. “A medida reflete o entendimento de que não há mais motivos para a prisão preventiva, mantendo o compromisso com o devido processo legal”, declarou o advogado Alexandre Queiroz.
O caso segue sob investigação e os moradores continuam buscando reparação pelos prejuízos causados.
Fonte: Metrópoles