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Ex-secretária morre atropelada em condomínio

Educadora e ex-gestora pública foi atingida por veículo dentro de residencial em Manaus e caso levanta debate sobre segurança viária em áreas internas de condomínios

Ex-secretária do Amazonas morre atropelada em condomínio durante atividade física
Foto: Foto: Reprodução

A morte da ex-secretária de Estado do Amazonas, Ângela Bulbol, após atropelamento dentro de um condomínio residencial em Manaus, reacende um debate sensível e urgente sobre segurança viária em áreas internas de empreendimentos habitacionais e os limites da responsabilidade civil em casos dessa natureza.

O acidente ocorreu quando a ex-gestora pública praticava atividade física nas dependências do condomínio onde residia, localizado na zona Centro-Sul da capital amazonense. Durante a caminhada, ela foi atingida por um veículo conduzido por outra moradora. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada a unidades hospitalares da cidade, mas não resistiu aos ferimentos.

Ângela Bulbol teve atuação relevante na administração pública estadual e também na área acadêmica, sendo reconhecida por sua trajetória profissional no Amazonas. A confirmação do falecimento gerou forte comoção entre autoridades, familiares e moradores.

O episódio, no entanto, ultrapassa o campo da tragédia pessoal e alcança uma discussão estrutural que envolve gestão condominial, normas internas de circulação e dever de cuidado. Em condomínios horizontais e verticais, é comum que moradores utilizem vias internas para caminhadas, corridas e outras práticas esportivas. Ao mesmo tempo, essas áreas também são utilizadas para circulação de veículos.

Especialistas em direito condominial alertam que, embora o Código Civil estabeleça a responsabilidade subjetiva em casos de acidentes, pode haver discussão sobre eventual responsabilidade do condomínio caso se identifique falha na sinalização, ausência de controle de velocidade, inexistência de redutores ou omissão na fiscalização das regras internas.

O síndico, como representante legal do condomínio, tem o dever de zelar pela segurança das áreas comuns, implementando medidas preventivas e garantindo o cumprimento da convenção e do regimento interno. Isso inclui sinalização adequada, definição clara de limites de velocidade e, quando necessário, instalação de dispositivos físicos de redução de risco.

No campo jurídico, a apuração deve considerar fatores como dinâmica do acidente, respeito às normas internas e existência de protocolos de segurança viária. A condutora do veículo poderá responder civil e criminalmente, a depender das conclusões das investigações.

Casos como este reforçam a necessidade de revisão periódica dos procedimentos internos, campanhas educativas junto aos moradores e implementação de políticas claras de convivência entre pedestres e veículos.

Em um cenário em que milhões de brasileiros vivem em condomínios, o equilíbrio entre mobilidade interna e segurança coletiva tornou-se um dos principais desafios da gestão condominial contemporânea.

A tragédia em Manaus evidencia que áreas internas não estão imunes a riscos e que prevenção, fiscalização e cultura de responsabilidade são pilares essenciais para evitar novos episódios semelhantes.

Fonte: R7