‘É um caso extraordinário’, diz médico sobre menino que caiu do 10º andar de prédio em Ribeirão Preto
Criança segue em recuperação após sobreviver à queda de grande altura; médicos destacam circunstâncias atípicas e reforçam alerta sobre segurança em apartamentos

O caso do menino de 4 anos que caiu do 10º andar de um prédio residencial em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, segue chamando a atenção de médicos, autoridades e especialistas em segurança predial. A sobrevivência da criança após a queda é considerada “extraordinária” pela equipe médica responsável pelo atendimento.
De acordo com informações atualizadas, o menino permanece internado e apresenta evolução clínica positiva. Ele sofreu fraturas nos dois fêmures e outras lesões decorrentes do impacto, mas, segundo os profissionais de saúde, não houve comprometimento imediato de órgãos vitais nem trauma craniano grave, o que contribuiu para o quadro de recuperação.
Em entrevista, médicos destacaram que a sobrevivência em quedas dessa magnitude é extremamente rara, sendo resultado de uma combinação de fatores, como o ponto de impacto, a dinâmica da queda e a resposta do organismo da criança. O paciente, que é autista não verbal, saiu da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e segue em acompanhamento médico contínuo.
A Polícia Civil trata o episódio como acidente doméstico e investiga as circunstâncias da queda. A principal linha de apuração aponta que a criança teria alcançado a janela do banheiro do apartamento, possivelmente com o auxílio de um móvel, em um ambiente que não possuía proteção adequada.
O caso reacende um debate recorrente no setor condominial sobre a segurança de janelas, especialmente em apartamentos localizados em andares elevados. Especialistas alertam que telas de proteção, travas e barreiras físicas são medidas essenciais para prevenir quedas, sobretudo em imóveis onde residem crianças ou pessoas com necessidades especiais.
Síndicos e administradoras são orientados a reforçar campanhas educativas, orientar moradores e incentivar a adoção de dispositivos de segurança, mesmo quando a responsabilidade direta pela instalação seja do proprietário ou morador da unidade.
Para profissionais da área condominial e de engenharia, o episódio serve como um alerta contundente: a prevenção continua sendo o principal fator para evitar tragédias em edifícios residenciais, transformando casos extraordinários em situações que nunca precisem ocorrer.
Fonte: A cidade ON