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Dono de construtora é preso em operação contra esquema de fraudes imobiliárias em Canela

Investigação da Polícia Civil aponta prejuízo de R$ 6,4 milhões, obras abandonadas, documentos falsificados e intimidação de clientes e fornecedores

Dono de construtora é preso em operação contra esquema de fraudes imobiliárias em Canela
Foto: Foto: Reprodução

Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão do dono de uma construtora em Canela (RS), investigado por integrar um sofisticado esquema de fraudes imobiliárias que teria causado prejuízos superiores a R$ 6,4 milhões a clientes e fornecedores. A ação policial, deflagrada esta semana, revela um padrão de negócios irregulares, com obras abandonadas, documentos falsificados e intimidação de pessoas que buscaram os serviços da empresa.

Segundo as investigações, a construtora em questão vinha atraindo investidores e compradores com promessas de empreendimentos residenciais e comerciais que nunca foram concluídos. Em muitos casos, os contratos foram assinados, valores foram pagos, mas as obras foram paralisadas de forma abrupta, deixando tanto clientes quanto fornecedores sem retorno.

Durante as diligências, a Polícia Civil apreendeu documentos e evidências que apontam para a falsificação de registros e certidões, utilizados para dar aparência de legalidade aos projetos e às negociações. Fontes ligadas ao caso também relataram episódios em que a empresa teria agido de forma coercitiva contra clientes que exigiam esclarecimentos ou tentavam reaver valores, configurando intimidação e conduta abusiva.

A magnitude dos prejuízos levou as autoridades a qualificarem a atuação como um esquema criminoso, envolvendo não apenas irregularidades comerciais, mas também delitos com potencial para ferir a confiança no mercado imobiliário, especialmente em empreendimentos de grande porte. O empresário preso deverá responder por crimes relacionados a estelionato, falsidade documental, associação criminosa e outras infrações apontadas no inquérito.

Especialistas em direito imobiliário e gestão condominial observaram que casos dessa natureza impactam diretamente a percepção de segurança jurídica entre investidores e moradores. Obras abandonadas e a utilização de papéis falsificados compromete não apenas o patrimônio financeiro das vítimas, mas também a credibilidade de todo o setor.

A ação policial enfatiza a necessidade de rigor na análise documental antes da contratação de construtoras e incorporadoras, incluindo verificação de registros em órgãos competentes, histórico de obras e consulta a profissionais qualificados antes da assinatura de qualquer contrato. Síndicos e gestores condominiais também são aconselhados a orientar condôminos e investidores sobre os riscos de se envolverem com empresas sem histórico comprovado e sem garantias robustas.

A investigação segue em curso, com diligências complementares e possíveis novas prisões. A Polícia Civil reforça que continuará monitorando o caso e ouvindo vítimas e testemunhas para consolidar o processo e encaminhar os autos ao Ministério Público.

Fonte: GZH