Diarista é presa após furtar R$ 500 mil de apartamento em Goiânia para sustentar vício em jogo online
Mulher de 30 anos trabalhava há dois anos na residência e desviava dinheiro em espécie aos poucos para apostar no "Jogo do Tigrinho"; polícia investiga se houve outros envolvidos.

Uma diarista de 30 anos foi presa pela Polícia Civil de Goiás após ser acusada de furtar R$ 500 mil em dinheiro vivo de um apartamento localizado em um condomínio de alto padrão em Goiânia. Segundo as investigações, o valor era furtado aos poucos e utilizado pela suspeita para alimentar seu vício em apostas no popular jogo virtual conhecido como "Jogo do Tigrinho".
A prisão ocorreu após a patroa da diarista perceber a falta de grandes quantias em dinheiro guardadas no local. Ao ser confrontada, a mulher confessou os furtos e afirmou que retirava pequenas quantias durante o período em que realizava os serviços domésticos. A diarista trabalhava na residência havia cerca de dois anos e possuía a confiança dos moradores.
Durante depoimento, a suspeita relatou que apostava valores diários no jogo, em algumas ocasiões chegando a perder até R$ 8 mil de uma só vez. A prática se tornou compulsiva e, segundo ela, os furtos serviam para manter a rotina de apostas.

A Polícia Civil informou que continua investigando o caso para apurar se há outras pessoas envolvidas, como possíveis cúmplices ou receptadores. O caso chama atenção para a vulnerabilidade de residências mesmo em condomínios com altos níveis de segurança, evidenciando a importância de protocolos rígidos na contratação e no monitoramento de prestadores de serviço.
Especialistas em segurança condominial recomendam que os condomínios adotem medidas como checagem de antecedentes, câmeras de vigilância internas, restrição de acesso e acompanhamento das rotinas dos funcionários.
O caso serve como um alerta para síndicos e moradores: a confiança deve ser aliada à prevenção. A combinação entre tecnologia, gestão responsável e protocolos de segurança pode evitar prejuízos e situações de risco dentro dos lares.
Fonte: Jornal Opção