Deslizamento em condomínio no RS deixa 22 moradores fora de casa
Estrutura de residencial foi parcialmente interditada após movimentação de terra que causou risco de colapso e obrigou evacuação preventiva de famílias em Novo Hamburgo

Um deslizamento de terra registrado em um condomínio no bairro Vila Nova, em Novo Hamburgo (RS), resultou na remoção preventiva de 22 moradores e na interdição de parte da estrutura do residencial, após a identificação de risco à segurança dos edifícios.
De acordo com informações da Defesa Civil, a ocorrência foi registrada no domingo (17), durante um período de instabilidade climática, quando foram observados sinais de comprometimento estrutural na área da garagem e nas proximidades dos blocos residenciais.
Após a vistoria inicial, equipes técnicas constataram a presença de novas rachaduras em pontos do empreendimento, o que motivou a decisão de interditar dois blocos do condomínio como medida preventiva. A ação teve como objetivo evitar o agravamento da situação e preservar a integridade dos moradores.
Os residentes foram orientados a deixar temporariamente suas unidades, sendo removidos com apoio das equipes de emergência. Ao todo, 22 pessoas foram retiradas do local, sem registro de feridos.
Segundo a Defesa Civil, há indícios de que o deslizamento possa ter sido agravado por intervenções e escavações em um condomínio vizinho, que atualmente passa por obras, hipótese que ainda será analisada por técnicos responsáveis. O caso segue em investigação para apuração das causas exatas do incidente.
Além da interdição dos blocos afetados, o órgão também determinou o acompanhamento contínuo da área e a apresentação de laudos técnicos por parte dos responsáveis pelo empreendimento, com o objetivo de avaliar a estabilidade do solo e das estruturas remanescentes.
O caso acende um alerta sobre a importância da manutenção preventiva, da análise geotécnica adequada e do acompanhamento técnico constante em áreas condominiais, especialmente em regiões sujeitas a instabilidade de solo.
A Defesa Civil permanece monitorando o local e novas avaliações deverão determinar os próximos passos para a liberação ou ampliação das interdições no condomínio.
Fonte: Grupo A Hora