Demolição de edificação abandonada começa no Recife
Moradores do entorno receberam com alegria e apreensão o início da demolição da estrutura abandonada há mais de 65 anos, que representava risco de desabamento no Centro do Recife

A demolição do Edifício 13 de Maio, estrutura abandonada há mais de seis décadas no Centro do Recife, foi oficialmente iniciada nesta terça-feira, em um desfecho aguardado por moradores do entorno que por anos conviveram com o risco representado pelo prédio deteriorado.
O edifício, localizado na Rua da União, no bairro da Boa Vista, é classificado como Risco Muito Alto (R4) pela Defesa Civil do Recife, o que motivou a decisão de demolir a edificação que nunca foi concluída desde a década de 1950.
Para Tereza Sousa, síndica do Edifício União, vizinho ao “esqueleto” da construção, a notícia foi recebida com sentimentos mistos de alegria e apreensão. “Havia um temor constante”, disse, ao relembrar que partes da estrutura começaram a cair recentemente, aumentando a preocupação dos moradores sobre possíveis desabamentos. A Defesa Civil garantiu, contudo, que medidas de proteção foram adotadas e que inspeções serão realizadas no entorno durante o processo.
O serviço de demolição foi estimado em cerca de R$ 1,6 milhão e está previsto para durar cerca de oito meses. Segundo a gestão municipal, os custos serão cobertos pela penhora do terreno onde o prédio está situado. A execução contempla fases manuais e mecanizadas, considerando a proximidade de residências e comércios vizinhos.
Técnicos responsáveis explicaram que, devido à densidade de edificações ao redor, não será utilizado qualquer tipo de explosivos no desmonte da estrutura. A primeira etapa do trabalho será manual até o quarto pavimento, após o que o uso de maquinário especializado será empregado para acelerar a demolição com segurança.
O Edifício 13 de Maio, em razão do abandono e da corrosão de sua estrutura ao longo dos anos, tornou-se um símbolo de construções inacabadas que colocam em risco a população vizinha. Autoridades e moradores demonstraram alívio com o início dos trabalhos, ao mesmo tempo em que destacaram a necessidade de cuidados durante todo o processo para evitar danos adicionais às edificações próximas.
Fonte: Diário de Pernambuco