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Delegado é acusado de ameaçar e agredir advogado durante assembleia em condomínio de luxo

Delegado da Polícia Civil do Acre é denunciado por abuso de autoridade ao intimidar advogado e convidados em assembleia, ação ocorreu em condomínio de luxo no Portal da Amazônia.

Delegado é acusado de ameaçar e agredir advogado durante assembleia em condomínio de luxo
Foto: Foto: Reprodução

Delegado é acusado de ameaçar e agredir advogado durante assembleia em condomínio de luxo no Acre

Um delegado da Polícia Civil do Acre está sendo acusado de abuso de autoridade após supostamente ameaçar e agredir um advogado durante uma assembleia realizada em um condomínio de luxo, no Portal da Amazônia, em Rio Branco (AC). O caso ocorreu no último sábado (15) e gerou grande repercussão entre os moradores e nas redes sociais.

De acordo com a denúncia, o delegado Judson teria comparecido ao local acompanhado de cerca de oito policiais armados, determinando a condução de todos os presentes — incluindo crianças — até a delegacia, sob alegação de perturbação do sossego. A situação provocou constrangimento entre os condôminos e gerou forte reação da comunidade.

O advogado Valber Fontenele, que participava da assembleia, relatou que foi alvo de ameaças e intimidações por parte do delegado. Ele também afirmou que a abordagem ocorreu sem mandado judicial e de forma arbitrária.

Após o chamado, equipes da Polícia Militar estiveram no local, avaliaram a situação e constataram que não havia crime. Os policiais militares se recusaram a cumprir a ordem de condução dos moradores e acionaram a Corregedoria da Polícia Civil para acompanhar o caso.

Em nota, a Corregedoria informou que já instaurou procedimento para apurar a conduta do delegado. A investigação pode resultar em sanções administrativas e até em processo criminal, caso sejam confirmadas as irregularidades.

O advogado anunciou que tomará as medidas judiciais cabíveis, tanto na esfera cível quanto na criminal, além de acionar órgãos de controle externo, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público.

O caso levanta debate sobre os limites da atuação policial e reforça a necessidade de respeito às garantias constitucionais, sobretudo em situações de conflitos dentro de ambientes privados, como condomínios.

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Fonte: Estadão Mato Grosso