Quando é necessário fazer dedetização no condomínio
Especialista explica importância da dedetização no ambiente condominial e orienta sobre os momentos ideais para o procedimento

Dedetização em condomínios deve seguir normas da Anvisa e manutenção periódica, alertam especialistas
A presença de pragas urbanas, como baratas, formigas e escorpiões, tem sido motivo de preocupação para moradores de condomínios. Diante das reclamações recorrentes sobre a falta de controle desses insetos, especialistas alertam que a dedetização deve seguir normas sanitárias e ser realizada com frequência adequada para garantir segurança e saúde coletiva.
A dúvida sobre a obrigatoriedade do serviço surgiu após um morador relatar o aumento de baratas tanto nas áreas comuns quanto dentro dos apartamentos, além da ausência de providências por parte da administração condominial.
Segundo especialistas, há regulamentação sanitária que orienta a execução do controle de pragas. De acordo com o engenheiro ambiental Felipe Menezes, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 622 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece diretrizes para o controle periódico em edificações coletivas.
“Os condomínios devem manter contrato com empresa especializada para realizar o controle contínuo dessas pragas, geralmente com acompanhamento periódico para evitar a proliferação”, explica o especialista.
Na prática, o serviço consiste na aplicação de produtos específicos em áreas comuns, como jardins, lixeiras, salões de festas, áreas de lazer e demais locais que possam favorecer o surgimento de insetos. A pulverização com produtos líquidos é uma das técnicas mais utilizadas para combater pragas rasteiras.
O síndico Claudemir Pereira, responsável por um condomínio no bairro do Espinheiro, afirma que o controle preventivo tem sido realizado mensalmente. Segundo ele, a medida é fundamental para garantir o bem-estar dos moradores, especialmente em regiões com obras no entorno ou presença de imóveis abandonados, que podem favorecer o surgimento de pragas.
“Com a dedetização mensal, conseguimos manter o controle e reduzir o aparecimento de insetos”, afirma.
Além da responsabilidade do condomínio nas áreas comuns, especialistas destacam que os moradores também devem adotar medidas preventivas dentro das unidades habitacionais. O controle interno, segundo orientações técnicas, deve ser realizado periodicamente, geralmente a cada três ou seis meses, pois as pragas podem acessar os apartamentos por ralos, rodapés e frestas.
Outro ponto importante é a segurança durante a aplicação dos produtos. Os especialistas afirmam que os inseticidas utilizados por empresas autorizadas são aprovados pela Anvisa e seguem protocolos específicos. Ainda assim, grupos mais sensíveis, como crianças, idosos, gestantes e animais de estimação, devem permanecer fora do ambiente durante a aplicação e retornar apenas após o período recomendado, que normalmente é de quatro horas.
Entre os locais mais propensos ao surgimento de pragas estão jardins, depósitos de lixo e áreas com acúmulo de resíduos orgânicos. Em situações envolvendo terrenos abandonados ou aumento da incidência de mosquitos, podem ser necessárias técnicas adicionais, como o uso de fumacê.
Especialistas também alertam que períodos de altas temperaturas, comuns no verão, favorecem a proliferação de insetos. O calor acelera o metabolismo desses organismos, aumentando a velocidade de reprodução e exigindo maior atenção com o controle sanitário.
A manutenção periódica e o acompanhamento técnico são apontados como medidas essenciais para garantir ambientes condominiais mais seguros e saudáveis para moradores e visitantes.
Fonte: G1