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Criminosos invadem condomínio e impõem internet clandestina

Grupo armado teria rendido porteiro para entrar no residencial e pressionado moradores a contratar uma rede clandestina controlada pela facção

Criminosos ligados ao CV invadem condomínio e obrigam moradores a contratar “internet do tráfico”
Foto: Foto: Reprodução

Criminosos ligados ao CV invadem condomínio e obrigam moradores a contratar “internet do tráfico”

Grupo armado teria rendido porteiro para entrar no residencial e pressionado moradores a contratar uma rede clandestina controlada pela facção

Moradores de um condomínio fechado na região metropolitana do Rio de Janeiro teriam sido obrigados por criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV) a contratar um serviço clandestino de internet controlado pela facção. O caso foi divulgado pelo Jornal da Record e, segundo a polícia, envolve uma ação coordenada para impor aos moradores a chamada “Internet do Tráfico”.

Segundo as informações divulgadas, cerca de dez criminosos fortemente armados entraram no condomínio após renderem o porteiro. Imagens registradas no local mostram o grupo circulando pelo residencial logo depois da invasão.

Porteiro foi rendido para permitir entrada

A entrada dos criminosos teria ocorrido mediante a rendição do profissional responsável pela portaria.

O grupo conseguiu acessar o condomínio e circular pelo residencial armado. A situação demonstra a vulnerabilidade a que trabalhadores da portaria podem estar expostos diante de ações criminosas organizadas e com elevado poder de intimidação.

Para os condomínios, episódios desse tipo reforçam a importância de protocolos de segurança que considerem também situações de ameaça direta aos funcionários responsáveis pelo controle de acesso.

Moradores seriam obrigados a contratar internet clandestina

Segundo a polícia, o objetivo da ação não seria apenas invadir o condomínio, mas obrigar os moradores a contratar uma rede clandestina de internet controlada pela facção.

O serviço é conhecido como “Internet do Tráfico” e estaria inserido em uma estrutura de exploração econômica mantida pelo grupo criminoso.

A imposição de serviços aos moradores representa uma interferência direta na rotina do condomínio e na liberdade de escolha dos residentes.

Atuação criminosa ultrapassa a segurança

O caso chama atenção porque a ação não teria como objetivo apenas cometer um crime pontual dentro do residencial.

Segundo as autoridades, os criminosos buscavam estabelecer uma forma de controle sobre os serviços utilizados pelos moradores, utilizando a ameaça e a presença armada para impor a contratação de uma rede específica.

Esse tipo de ocorrência demonstra como a atuação de organizações criminosas pode atingir diferentes aspectos da vida cotidiana de moradores de áreas residenciais.

Segurança condominial entra no centro da discussão

A invasão também evidencia os desafios enfrentados por condomínios localizados em regiões sujeitas à atuação de organizações criminosas.

Além dos equipamentos de segurança, como câmeras, portões e sistemas de controle de acesso, o episódio reforça a necessidade de procedimentos claros para situações de emergência, comunicação rápida e treinamento das equipes.

A atuação preventiva é especialmente importante para reduzir riscos aos funcionários e moradores diante de situações de violência.

Funcionários também estão expostos

O porteiro ocupa uma posição estratégica na segurança de um condomínio, mas também pode ser um dos primeiros alvos de criminosos que tentam acessar o empreendimento.

Por isso, síndicos e administradores precisam considerar protocolos específicos para situações em que o funcionário seja ameaçado, rendido ou coagido.

A prioridade deve ser preservar vidas, evitando que trabalhadores sejam colocados em situações de confronto direto com criminosos armados.

Caso reforça importância de protocolos

O episódio também serve de alerta para a necessidade de os condomínios revisarem periodicamente seus procedimentos de segurança.

Entre os pontos que podem ser avaliados estão os mecanismos de controle de acesso, comunicação entre portaria e administração, sistemas de monitoramento e procedimentos para acionar as autoridades em situações de risco.

A segurança deve ser planejada considerando não apenas tentativas convencionais de invasão, mas também situações de coação e violência organizada.

Ninguém foi preso

Até a divulgação da reportagem, ninguém havia sido preso pelo episódio. As informações foram divulgadas com base na apuração policial apresentada pelo Jornal da Record.

O caso permanece como um alerta sobre os riscos enfrentados por moradores e trabalhadores de condomínios diante da atuação de organizações criminosas e sobre a necessidade de protocolos capazes de proteger tanto o patrimônio quanto, principalmente, as pessoas.

Fonte: R7