Ex-funcionário é acusado de aplicar golpes em síndicos de condomínios
Investigações apontam que o ex-funcionário de uma administradora condominial desviou mais de R$ 55 mil por meio de boletos falsos e notas fiscais adulteradas

Vinicius Foster é apontado como líder de golpe contra síndicos em condomínios de Cuiabá (MT)
Investigadores indicam que um ex-funcionário de administradora condominial, identificado como Vinicius Foster, comandava um esquema que aplicava fraudes contra síndicos e condomínios, desviando recursos por meio de documentos falsos. A atuação dele foi alvo da Operação Proditor, deflagrada pela Polícia Civil do Mato Grosso.
De acordo com as apurações, o golpe envolvia falsificação de notas fiscais e emissão de boletos adulterados em nome de condomínios, que eram pagos pelos síndicos sem saber do desvio. O valor estimado dos danos ultrapassa R$ 55 mil, envolvendo ao menos 46 operações fraudulentas.
O esquema aparentemente beneficiou sete pessoas próximas ao suspeito, que usavam de subterfúgios para justificar a movimentação dessas quantias. Foster usava sua condição de funcionário de uma administradora para ter acesso aos sistemas financeiros e manipular contas condominiais.
As ações judiciais determinadas pela Justiça incluem prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar, o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens, como imóveis e veículos vinculados aos envolvidos no esquema.
Foster será indiciado pelos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais, conforme previsto na legislação penal. As investigações seguem para identificar outros condomínios que possam ter sido vítimas da mesma fraude.
Em depoimentos e relatórios internos, constatou-se que o investigado transitava entre diferentes administradoras, explorando falhas nos controles internos para aplicar os golpes com precisão e evitando sinais de alerta à gestão dos condomínios.
O caso alerta para a vulnerabilidade das finanças condominiais diante de práticas fraudulentas internas. Síndicos, conselhos fiscais e administradoras são incentivados a reforçar auditorias, exigir prestação de contas frequente e adotar ferramentas de transparência para evitar desvios semelhantes.
Fonte: Olhar Direto