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Criança é encontrada sozinha em condomínio

Síndico acionou a polícia após a menina ser vista circulando pelo residencial durante a madrugada; caso foi registrado como suspeita de abandono de incapaz

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A empresária Camylla Cristina da Silva Maggi Scheffer foi presa na madrugada desta terça-feira (27), em um condomínio de Cuiabá, por abandono de incapaz. · Foto: Reprodução/ olhar direto

Criança de 3 anos é encontrada sozinha em condomínio de Cuiabá; mãe é presa

Uma menina de três anos foi encontrada circulando sozinha pelas dependências de um condomínio em Cuiabá (MT), durante a madrugada desta terça-feira (27 de outubro de 2026). Após tentar localizar a mãe da criança, o síndico acionou a Polícia Militar. A mulher foi presa em flagrante, suspeita de abandono de incapaz, conforme informações divulgadas pelo portal Olhar Direto.

O caso ocorreu no condomínio Garden Monte Líbano, quando a criança foi vista fora do apartamento sem a companhia de um adulto. A ocorrência mobilizou funcionários do residencial, a administração condominial e as autoridades responsáveis pela proteção da menina.

Segundo informações da Rádio CBN Cuiabá, a criança foi vista saindo do apartamento e descendo pelo elevador por volta da meia-noite.

Síndico acionou as autoridades após tentar localizar a mãe

De acordo com o boletim de ocorrência, funcionários da portaria perceberam que a menina estava desacompanhada e comunicaram o síndico. Ele tentou localizar a mãe nas dependências do condomínio, mas não conseguiu encontrá-la.

Diante da situação, o síndico acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar.

A mãe retornou ao residencial por volta da 1h, segundo o registro policial. Aos policiais, ela afirmou que havia saído aproximadamente às 23h30 da noite anterior, acompanhada do namorado, para comprar medicamentos em uma farmácia.

Conforme o relato registrado, a mulher disse que deixou a filha dormindo no apartamento, mas demorou mais do que o previsto para retornar.

A mãe e a criança foram encaminhadas ao Plantão de Violência Doméstica e Sexual contra a Mulher, acompanhadas por conselheiras tutelares. O boletim de ocorrência informou que a menina não apresentava lesões aparentes.

Caso foi registrado como suspeita de abandono de incapaz

A mulher foi presa em flagrante, segundo o Olhar Direto. A ocorrência foi registrada como suspeita de abandono de incapaz, e as circunstâncias devem ser apuradas pelas autoridades competentes.

A informação sobre a prisão não equivale a uma condenação definitiva. A responsabilização criminal depende da apuração dos fatos e dos procedimentos legais aplicáveis.

O caso também chama a atenção para os riscos de deixar crianças pequenas sem supervisão. Nessa faixa etária, a criança pode sair de casa, acessar elevadores, escadas e garagens ou chegar a áreas que ofereçam perigo sem conseguir avaliar as consequências.

Qual é o papel do síndico quando uma criança está sozinha?

A ocorrência mostra como a atuação rápida de funcionários e da administração pode contribuir para proteger uma criança encontrada desacompanhada.

Quando uma situação semelhante é identificada, o condomínio deve priorizar a segurança do menor e seguir um procedimento claro. Entre as medidas recomendadas estão:

  • Manter a criança em segurança: um funcionário deve permanecer por perto em local seguro, evitando que ela acesse garagens, elevadores ou outras áreas de risco enquanto se busca ajuda.

  • Comunicar a administração: informar imediatamente o síndico ou o responsável de plantão, sem expor a criança ou divulgar imagens em grupos de moradores.

  • Tentar localizar os responsáveis: utilizar os canais de contato disponíveis e os procedimentos internos, sem atrasar o acionamento das autoridades quando houver risco.

  • Acionar a rede de proteção: quando não for possível localizar os responsáveis ou houver suspeita de negligência, comunicar o Conselho Tutelar e, conforme a urgência, a Polícia Militar.

  • Registrar a ocorrência: documentar horários, providências adotadas e pessoas acionadas, preservando os dados pessoais e a identidade da criança.

A equipe condominial deve agir com cuidado e não assumir tarefas para as quais não esteja preparada. A prioridade é proteger a criança e encaminhar a situação aos responsáveis e às autoridades competentes.

Supervisão infantil não pode ser transferida à portaria

Condomínios podem ter controle de acesso, câmeras e funcionários circulando pelas áreas comuns, mas esses recursos não substituem a supervisão de pais ou responsáveis.

A portaria deve seguir os procedimentos de segurança definidos pelo empreendimento, enquanto a administração precisa orientar a equipe sobre como agir ao identificar crianças desacompanhadas.

Também é recomendável verificar se a convenção e o regimento interno estabelecem regras para a utilização de elevadores, garagens, piscinas, playgrounds e outros espaços por menores de idade. Essas normas devem ser comunicadas de forma clara e aplicadas conforme as disposições legais.

A existência de regras internas, entretanto, não elimina a necessidade de avaliar individualmente situações que possam colocar uma criança em perigo.

Prevenção exige cooperação e protocolos claros

O episódio de Cuiabá reforça a importância da cooperação entre moradores, funcionários e administração para proteger crianças que circulam pelas áreas comuns.

Procedimentos de comunicação, treinamento dos funcionários e orientação às famílias ajudam a reduzir riscos e permitem que a equipe reaja de maneira organizada quando uma criança é encontrada sozinha.

O caso é específico e não representa os moradores do condomínio ou os empreendimentos residenciais em geral. A abordagem deve priorizar a proteção infantil, a apuração responsável dos fatos e a prevenção de situações semelhantes.