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Convivência em condomínios: psicóloga orienta como reduzir conflitos e melhorar o diálogo entre vizinhos

Especialista destaca a importância da comunicação não violenta, da empatia e da participação dos moradores nas decisões coletivas para evitar desentendimentos e fortalecer o convívio condominial.

Convivência em condomínios: psicóloga orienta como reduzir conflitos e melhorar o diálogo entre vizinhos
Foto: Imagem ilustrativa

A convivência em condomínios tem sido um dos maiores desafios enfrentados por moradores e síndicos em todo o país. Diferenças de comportamento, perspectivas distintas e a falta de comunicação adequada costumam ser fatores que desencadeiam conflitos constantes em espaços coletivos.

Durante uma entrevista recente, a psicóloga Gisele Ceresoli abordou a importância de desenvolver habilidades de convivência e comunicação para garantir harmonia nos ambientes condominiais.

Diferenças que geram conflitos

Segundo a especialista, um dos principais pontos que explica as discussões frequentes em condomínios é o fato de que cada morador possui valores, histórias de vida e rotinas diferentes.
A tendência natural, explica ela, é enxergar a situação apenas sob o próprio ponto de vista.

“Quando observo tudo apenas pela minha perspectiva, crio ruídos e conflitos, porque passo a interpretar que o outro está errado simplesmente por não agir como eu agiria”, afirmou Ceresoli.

Ela reforça que, em um ambiente coletivo, é indispensável desenvolver empatia e compreender que todos estão ali buscando bem-estar e segurança.

O papel do síndico e a importância das regras

A psicóloga destacou que o síndico exerce uma autoridade funcional, responsável por aplicar regras previamente estabelecidas. No entanto, muitos moradores interpretam advertências como algo pessoal, o que intensifica conflitos desnecessários.

Outro ponto ressaltado por Ceresoli é a baixa participação dos condôminos nas assembleias. Muitas regras aprovadas coletivamente acabam sendo contestadas posteriormente por pessoas que não estiveram presentes para contribuir com suas opiniões.

“Participar das reuniões é essencial para garantir harmonia. É ali que os moradores podem ser ouvidos, dar sugestões e entender o que está sendo decidido”, explicou.

Como abordar um vizinho sem gerar conflito

Um dos desafios mais recorrentes está na comunicação direta entre moradores, especialmente em situações de barulho ou descumprimento de regras. Para esses casos, a psicóloga orienta o uso da chamada linguagem não violenta.

A técnica consiste em relatar fatos sem julgamentos, evitar acusações diretas e manter a objetividade ao explicar o incômodo.
Segundo Ceresoli, é fundamental expor a situação com clareza, acolhendo o outro e demonstrando empatia.

“Da mesma forma que algo incomoda você, algo que você faz também pode incomodar o outro. É preciso maturidade para conversar e também para ouvir”, destacou.

Boa convivência começa com boa comunicação

A entrevista reforça que a prevenção de conflitos passa pela combinação de comunicação assertiva, participação ativa dos moradores e respeito às regras condominiais. Esses elementos, juntos, favorecem a harmonia e ajudam a construir um ambiente mais equilibrado e seguro para todos.

Fonte: G1