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Controles de garagem podem facilitar invasões em condomínios

Criminosos exploram descuidos de moradores e possíveis falhas nos dispositivos de acesso; especialistas recomendam bloqueio imediato em caso de perda ou furto

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Controle de garagem exige atenção redobrada dos moradores · Foto: Reprodução

Controles remotos de garagem podem facilitar invasões em condomínios

Os controles remotos utilizados para abrir portões de garagens podem representar uma vulnerabilidade na segurança de condomínios residenciais quando não são utilizados e administrados adequadamente. Criminosos têm explorado descuidos de moradores e possíveis falhas tecnológicas nesses dispositivos para acessar empreendimentos, inclusive por meio da clonagem de sinais ou do furto dos equipamentos.

O alerta foi apresentado em reportagem da TV Pajuçara, afiliada da Record em Alagoas, que destacou a preocupação de especialistas com a proteção dos acessos de veículos. Embora as entradas de pedestres geralmente contem com diferentes mecanismos de monitoramento, a abertura das garagens ainda depende, em muitos empreendimentos, de controles remotos utilizados pelos próprios residentes.

Nesse cenário, o equipamento funciona como uma espécie de chave eletrônica e exige cuidados semelhantes aos adotados com as chaves de acesso às unidades residenciais.

Controles remotos podem representar brechas na segurança

Uma das preocupações está na possibilidade de criminosos utilizarem controles furtados ou clonarem sinais de dispositivos com tecnologia vulnerável. Dessa forma, podem conseguir acesso às áreas internas dos condomínios sem precisar arrombar portões ou utilizar entradas destinadas aos pedestres.

Para reduzir os riscos, especialistas recomendam que os empreendimentos invistam em sistemas mais modernos, com tecnologias de proteção contra clonagem e mecanismos de controle individualizado.

O cadastro dos dispositivos também deve ser organizado pela administração, permitindo identificar a qual unidade e veículo cada controle está vinculado. Informações como modelo, cor e placa do automóvel autorizado podem auxiliar na fiscalização dos acessos.

Alguns equipamentos mais modernos também oferecem recursos adicionais, como botões de alerta que enviam sinais silenciosos de emergência à central de monitoramento ou à portaria, em situações de risco.

Invasão a apartamentos termina em tiroteio em São Paulo

A preocupação com a segurança dos acessos de veículos ganhou destaque após uma ocorrência registrada na Vila Leopoldina, bairro da Zona Oeste de São Paulo.

Na ocasião, criminosos invadiram apartamentos de luxo na região. A ação foi interceptada pela polícia e terminou em confronto armado.

Durante o tiroteio, um dos suspeitos foi baleado e uma mulher que passava pelo local também ficou ferida. Outros dois criminosos se entregaram às autoridades.

A polícia investiga a possibilidade de a quadrilha ter conseguido entrar no condomínio utilizando um controle remoto furtado de um morador. A hipótese reforça a preocupação com a circulação desses dispositivos e a necessidade de procedimentos rigorosos para seu cadastramento e bloqueio.

Descuidos dos moradores aumentam os riscos

Além das vulnerabilidades tecnológicas, o comportamento dos próprios moradores pode facilitar a ação de criminosos.

Em muitos condomínios, é comum que cada apartamento tenha mais de um controle remoto, ampliando a quantidade de dispositivos em circulação. Quando esses equipamentos são deixados expostos dentro de veículos ou em locais de fácil acesso, aumentam as possibilidades de furto.

Por isso, especialistas orientam que os moradores evitem deixar os controles visíveis no interior dos automóveis, especialmente quando estacionados em locais públicos.

Outro cuidado importante é não emprestar os dispositivos a pessoas sem autorização e comunicar imediatamente qualquer situação suspeita envolvendo o acesso à garagem.

O que fazer em caso de perda ou furto do controle?

A recomendação é comunicar imediatamente o síndico, o zelador ou a portaria assim que houver suspeita de perda ou furto do equipamento.

A administração deverá providenciar o descadastramento ou bloqueio do dispositivo no sistema de controle de acesso, impedindo que ele continue sendo utilizado por terceiros.

Esse procedimento é fundamental porque, enquanto permanecer ativo, o controle poderá representar uma possibilidade de entrada não autorizada no empreendimento.

Síndicos devem reforçar protocolos de segurança

A prevenção exige participação conjunta da administração condominial e dos moradores. Cabe ao síndico avaliar os sistemas utilizados, verificar a existência de dispositivos vulneráveis e estabelecer procedimentos claros para cadastramento, substituição e bloqueio dos controles.

Também é importante manter atualizado o registro dos equipamentos vinculados a cada unidade, orientar os funcionários da portaria e revisar periodicamente os protocolos de acesso de veículos.

A modernização tecnológica, associada à conscientização dos condôminos, pode reduzir vulnerabilidades e dificultar a atuação de quadrilhas especializadas.

O episódio reforça que a segurança de um condomínio não depende apenas de câmeras, cercas elétricas e portarias monitoradas. Os cuidados com dispositivos aparentemente simples, como os controles remotos de garagem, também fazem parte da proteção coletiva.