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Energia fica mais cara na Paraíba

Reajuste da Energisa Paraíba entra em vigor em 28 de agosto e terá impacto de 4,81% para consumidores residenciais

Conta de energia sobe na Paraíba e aumenta pressão sobre despesas dos condomínios
Foto: Reprodução

A conta de energia elétrica ficará mais cara na Paraíba a partir desta sexta-feira (28). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, na segunda-feira (24), o reajuste tarifário anual da Energisa Paraíba, distribuidora responsável pelo fornecimento de energia elétrica em todo o estado.

As novas tarifas foram homologadas pela agência reguladora e passam a valer em 28 de agosto. A Energisa Paraíba atende aproximadamente 1,94 milhão de unidades consumidoras na Paraíba.

O reajuste terá impactos diferentes conforme a categoria de consumo. Para os consumidores residenciais enquadrados no grupo B1, o aumento será de 4,81%. Na baixa tensão, o reajuste médio será de 4,85%. Já os consumidores conectados em média e alta tensão terão aumento médio de 9,71%. O efeito médio para o conjunto dos consumidores será de 5,74%.

Reajuste começa a valer nesta sexta-feira

A decisão foi tomada pela diretoria colegiada da Aneel durante reunião realizada em 24 de agosto.

A partir de 28 de agosto, os novos valores passam a integrar as faturas dos consumidores atendidos pela distribuidora, conforme o ciclo tarifário definido para a Energisa Paraíba.

Os percentuais homologados são:

  • B1 residencial: 4,81%
  • Baixa tensão: 4,85%
  • Média e alta tensão: 9,71%
  • Efeito médio para o consumidor: 5,74%

Segundo a Aneel, entre os fatores que contribuíram para a composição das novas tarifas estão os custos relacionados à transmissão e à distribuição de energia, além da antecipação de recursos de Uso do Bem Público (UBP) para modicidade tarifária, entre outros componentes financeiros.

Condomínios também sentirão o impacto

O reajuste merece atenção especial dos condomínios residenciais porque a energia elétrica representa uma despesa recorrente da administração.

Iluminação de áreas comuns, funcionamento de elevadores, bombas de água, portões eletrônicos, sistemas de segurança, equipamentos de lazer e demais estruturas dependem do fornecimento de energia.

O impacto final sobre cada empreendimento dependerá do perfil de consumo, da categoria tarifária e da quantidade de energia utilizada mensalmente.

Por isso, o aumento da tarifa não significa necessariamente que todos os condomínios terão exatamente o mesmo percentual de acréscimo na conta.

Conta das áreas comuns exige acompanhamento

Para o síndico, a principal consequência prática está na necessidade de acompanhar a evolução da despesa com energia elétrica.

Uma elevação tarifária pode ser percebida diretamente nas contas mensais, mas o impacto pode ser maior quando ocorre simultaneamente a um aumento do consumo.

Por essa razão, comparar apenas o valor final da fatura pode não ser suficiente.

A administração deve observar também o consumo registrado em quilowatt-hora (kWh), permitindo identificar se uma eventual alta decorre exclusivamente da tarifa ou se houve aumento no uso da energia.

Elevadores estão entre os equipamentos de maior atenção

Em edifícios residenciais, os elevadores funcionam diariamente e representam uma das cargas permanentes da infraestrutura condominial.

O consumo pode variar conforme o número de equipamentos, quantidade de moradores, quantidade de viagens e características do sistema instalado.

Embora não seja possível atribuir todo o custo da energia do condomínio aos elevadores, o acompanhamento do funcionamento desses equipamentos pode ajudar na identificação de oportunidades de eficiência.

Manutenção adequada também contribui para evitar funcionamento irregular e desperdícios.

Bombas e sistemas de água também pesam na fatura

Bombas utilizadas para abastecimento e circulação de água também integram o conjunto de equipamentos que precisam ser monitorados.

Problemas como vazamentos, funcionamento excessivo ou equipamentos inadequadamente dimensionados podem aumentar o tempo de operação.

Quando o preço da energia sobe, desperdícios que anteriormente tinham impacto financeiro menor podem representar uma despesa mais significativa no orçamento.

A manutenção preventiva, portanto, passa a ter importância ainda maior.

Iluminação das áreas comuns merece revisão

A iluminação de corredores, garagens, halls, jardins, salões e demais áreas coletivas também pode representar parcela relevante do consumo.

A substituição gradual de lâmpadas por modelos mais eficientes, quando tecnicamente e economicamente adequada, pode reduzir o consumo.

Sensores de presença e sistemas de automação também podem ser avaliados em determinados ambientes.

A adoção dessas medidas deve considerar o perfil do condomínio e o investimento necessário para implantação.

Reajuste reforça importância do planejamento financeiro

A tarifa de energia é apenas uma das despesas que compõem o orçamento de um condomínio.

Quando ocorre um aumento, a administração precisa avaliar seus efeitos sobre a previsão orçamentária e sobre os demais compromissos financeiros.

Se o reajuste produzir uma diferença significativa no orçamento anual, a administração pode precisar revisar projeções e acompanhar a evolução das despesas ao longo dos meses.

O objetivo é evitar que aumentos previsíveis provoquem desequilíbrio financeiro.

Síndico deve comparar consumo ao longo dos meses

Uma ferramenta simples para a gestão é manter um histórico das contas.

A comparação mês a mês permite identificar alterações fora do padrão e investigar possíveis causas.

Uma elevação expressiva pode estar relacionada ao reajuste tarifário, mas também pode decorrer de aumento da ocupação, utilização mais intensa das áreas de lazer, equipamentos novos ou problemas técnicos.

Sem histórico, fica mais difícil distinguir os fatores responsáveis pela variação.

Eficiência energética ganha espaço na gestão

Com tarifas mais elevadas, iniciativas de eficiência energética podem ganhar importância dentro dos condomínios.

Além de reduzir despesas, medidas de racionalização podem diminuir o desperdício e melhorar o aproveitamento da infraestrutura existente.

A gestão pode avaliar projetos de iluminação eficiente, automação, manutenção de equipamentos e geração própria de energia, conforme as características e a viabilidade econômica do empreendimento.

A análise deve considerar o investimento inicial e o tempo necessário para retorno.

Energia solar pode ser alternativa

O reajuste também reforça o interesse por soluções de geração própria, especialmente em condomínios que possuem condições técnicas para instalação de sistemas fotovoltaicos.

A energia solar pode ser utilizada para compensar parte do consumo, conforme as regras vigentes e o modelo adotado.

Entretanto, a instalação de um sistema exige estudo técnico, análise da estrutura disponível, avaliação do investimento e definição de como a solução será incorporada à gestão financeira do condomínio.

Não se trata de uma solução automática para qualquer empreendimento.

Alta tensão terá reajuste maior

Um dos pontos que chama atenção nos índices aprovados é a diferença entre as categorias.

Enquanto o consumidor residencial B1 terá reajuste de 4,81%, os consumidores classificados em média e alta tensão terão aumento médio de 9,71%.

Essa diferença demonstra que o impacto financeiro varia conforme o enquadramento do consumidor.

Por isso, condomínios e empreendimentos que possuem características específicas de fornecimento devem analisar individualmente a composição de suas tarifas.

Impacto não deve ser confundido com aumento do consumo

O percentual de reajuste tarifário não significa que a conta final de todos os consumidores aumentará exatamente na mesma proporção.

A fatura depende da quantidade de energia consumida, da categoria do consumidor e dos demais componentes que incidem sobre a cobrança.

Além disso, impostos, encargos e outros itens podem influenciar o valor final pago pelo consumidor.

Por esse motivo, a administração deve acompanhar a fatura completa e não apenas aplicar o percentual de reajuste sobre o valor anterior.

Condomínios podem revisar contratos e equipamentos

O momento também pode ser utilizado para uma avaliação mais ampla das despesas relacionadas à energia.

Contratos de manutenção de equipamentos elétricos, iluminação, geradores, sistemas de automação e outros serviços podem ser analisados dentro do planejamento anual.

A revisão não significa necessariamente redução imediata de custos, mas permite identificar oportunidades de eficiência e evitar gastos desnecessários.

O trabalho deve ser realizado sem comprometer a segurança ou a qualidade dos serviços essenciais.

Manutenção preventiva ajuda a controlar desperdícios

Equipamentos em condições inadequadas podem apresentar desempenho inferior e consumir mais energia.

Motores, bombas, sistemas de iluminação, aparelhos de climatização e outros equipamentos precisam de manutenção de acordo com as especificações técnicas.

A manutenção preventiva também permite identificar falhas antes que elas provoquem interrupções ou gastos maiores.

Em um cenário de tarifas mais altas, pequenas perdas acumuladas podem ganhar maior peso no orçamento.

Moradores também participam do controle

A redução do consumo não depende apenas das decisões do síndico.

Moradores também podem contribuir evitando desperdícios nas áreas comuns e utilizando equipamentos coletivos de maneira consciente.

A administração pode divulgar orientações simples e apresentar os resultados obtidos com medidas de economia.

Quando os moradores conseguem visualizar o impacto das ações no orçamento, a participação tende a ser mais efetiva.

Aumento exige atenção ao fundo de caixa

Uma despesa recorrente maior pode reduzir a margem disponível no orçamento mensal do condomínio.

Se o empreendimento já possui despesas elevadas com manutenção, pessoal, contratos e outros serviços, o aumento da energia pode exigir maior controle financeiro.

O acompanhamento do fluxo de caixa permite verificar se a previsão aprovada em assembleia continua adequada à realidade dos custos.

Em casos de desequilíbrio, as medidas precisam observar as regras da convenção e da legislação aplicável.

Novo cenário exige gestão mais eficiente

Com as novas tarifas entrando em vigor em 28 de agosto, os consumidores da Paraíba deverão acompanhar o impacto nas próximas faturas.

Nos condomínios, o momento reforça a importância de manter registros de consumo, realizar manutenção preventiva e avaliar alternativas de eficiência energética.

A decisão da Aneel estabelece reajustes distintos para cada categoria, com 4,81% para consumidores residenciais B1 e efeito médio de 5,74% para o conjunto dos consumidores da Energisa Paraíba.

Para os condomínios, o principal desafio será absorver o aumento sem comprometer o equilíbrio financeiro e, ao mesmo tempo, buscar formas de reduzir desperdícios.

Em um cenário de custos crescentes, acompanhar cada quilowatt consumido passa a ser não apenas uma medida de economia, mas uma estratégia de gestão condominial eficiente.

Fonte: Noticias do Vale PB