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FGTS amplia recursos do Minha Casa, Minha Vida

Ampliação eleva para R$ 13 bilhões o orçamento de descontos do programa em 2026, com R$ 7,8 bilhões já utilizados

Conselho do FGTS libera R$ 500 milhões para o Minha Casa, Minha Vida
Foto: MCMV: novos recursos ampliam descontos para famílias de baixa renda (Blossom Stock Studio/Shutterstock)

Conselho do FGTS amplia recursos para o Minha Casa, Minha Vida

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, nesta quinta-feira (10), um aumento de R$ 500 milhões no orçamento destinado aos descontos do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em 2026. Com a decisão, o valor disponível para esse benefício passa de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões

Os recursos são utilizados para reduzir o valor que as famílias precisam desembolsar na aquisição de um imóvel. A medida ocorre diante do ritmo de utilização do orçamento previsto para o programa e busca garantir a continuidade das contratações ao longo do ano.

Dos R$ 12,5 bilhões inicialmente previstos para 2026, aproximadamente R$ 7,8 bilhões já haviam sido utilizados até a aprovação do novo aporte. O benefício é destinado às famílias enquadradas nas faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida, que possuem renda mensal de até R$ 5 mil.

Recursos ajudam a reduzir valor necessário para a compra

O desconto concedido com recursos do FGTS tem impacto direto no valor que precisa ser desembolsado pela família para adquirir a moradia. Na prática, o benefício pode diminuir a parcela que cabe ao comprador no momento da contratação do imóvel.

A medida ganha relevância principalmente para famílias que encontram dificuldades para reunir o dinheiro necessário para a entrada. Isso ocorre porque o financiamento imobiliário não necessariamente cobre 100% do valor da propriedade, fazendo com que o comprador precise complementar a operação com recursos próprios.

Nesse cenário, os descontos financiados pelo FGTS funcionam como um mecanismo de apoio à aquisição da casa própria, reduzindo a necessidade de recursos disponíveis imediatamente por parte das famílias beneficiadas.

Ampliação foi solicitada pela construção civil

O aumento de R$ 500 milhões havia sido solicitado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) ao Conselho Curador do FGTS. A entidade defendeu a ampliação como forma de manter o ritmo de contratações do Minha Casa, Minha Vida, especialmente nas faixas voltadas às famílias de menor renda.

Segundo o presidente da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida, uma parcela significativa das empresas do setor atua nas faixas 1 e 2 do programa, que atendem famílias com renda de até R$ 5 mil.

“Grande parte das empresas do setor atua nas faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida, que atendem famílias com renda de até R$ 5 mil. Como o financiamento não cobre 100% do valor do imóvel, muitas famílias têm dificuldade de reunir os recursos necessários para a entrada", afirma Aroeira.

De acordo com o representante da entidade, a manutenção dos descontos é importante para transformar a intenção de compra em contratação efetiva, especialmente entre famílias que não possuem recursos suficientes para complementar a entrada do imóvel.

“O desconto concedido com recursos do FGTS é fundamental para reduzir esse valor e viabilizar a compra da moradia. Por isso, a ampliação desse orçamento foi uma demanda da CBIC e é muito importante para garantir a continuidade das contratações do programa”, acrescenta Aroeira.

Impacto para o mercado imobiliário

Além do efeito sobre as famílias que buscam a casa própria, a ampliação do orçamento também representa uma medida relevante para o mercado imobiliário e para a construção civil.

O Minha Casa, Minha Vida possui forte participação na comercialização de imóveis destinados às famílias de menor renda. Dessa forma, a disponibilidade dos descontos pode contribuir para a manutenção das contratações e para a continuidade da demanda por novos empreendimentos enquadrados no programa.

Para as empresas que atuam nesse segmento, a disponibilidade dos recursos é um fator importante para o planejamento das vendas e para a continuidade dos projetos voltados ao público atendido pelas faixas 1 e 2.

A decisão do Conselho Curador, portanto, mantém disponível um volume maior de recursos para auxiliar as famílias na aquisição dos imóveis durante 2026, ao mesmo tempo em que atende a uma demanda apresentada pelo setor da construção.

Valor chega a R$ 13 bilhões em 2026

Com o novo aporte, o orçamento destinado aos descontos do Minha Casa, Minha Vida em 2026 passa a totalizar R$ 13 bilhões.

O valor representa um acréscimo de R$ 500 milhões em relação ao orçamento inicialmente aprovado, de R$ 12,5 bilhões. A diferença foi autorizada pelo Conselho Curador diante da utilização dos recursos ao longo do ano.

Até a decisão, cerca de R$ 7,8 bilhões do orçamento original já haviam sido utilizados. O montante demonstra o ritmo de contratação e a demanda pelos benefícios destinados às famílias elegíveis ao programa.

A ampliação, entretanto, não representa uma mudança permanente no orçamento do programa. A decisão aprovada pelo Conselho Curador é válida especificamente para 2026.

Planejamento para 2027 a 2029 ainda será discutido

O planejamento dos recursos do FGTS para os próximos anos ainda será analisado pelo Conselho Curador.

Segundo a publicação, a definição dos recursos destinados ao período de 2027 a 2029 deverá ser discutida na próxima reunião do colegiado, prevista para o fim de outubro.

Assim, o aumento aprovado agora garante um reforço específico para as contratações de 2026, enquanto os valores destinados aos anos seguintes ainda dependerão das próximas discussões e decisões do Conselho Curador.

A medida reforça a importância do FGTS como fonte de recursos para o financiamento habitacional e mantém o Minha Casa, Minha Vida como um dos principais mecanismos de acesso à moradia para famílias de menor renda.

Com o orçamento ampliado para R$ 13 bilhões, o programa passa a contar com um reforço adicional para sustentar as contratações durante 2026, beneficiando famílias que dependem dos descontos para reduzir o valor necessário à aquisição do imóvel.

Fonte: Exame