Conflito e acusações em condomínio de Campo Grande
Homem de 29 anos nega agressões, afirma sofrer preconceito por porte atlético e diz que marido de moradora tentou arrombar sua porta

Um conflito envolvendo moradores de um condomínio no bairro Santo Antônio, em Campo Grande (MS), ganhou repercussão após acusações de tentativa de agressão, ameaça e invasão de domicílio. O episódio mais recente ocorreu na madrugada da última quarta-feira (31) e mobilizou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul.
O homem acusado de tentar agredir uma moradora, de 29 anos, apresentou sua versão dos fatos ao Jornal Midiamax. Segundo ele, o esposo da mulher teria tentado arrombar a porta de seu apartamento e atacá-lo com um pedaço de madeira.
“O marido dela, além de tentar invadir meu domicílio, tentou contra minha vida e da minha esposa”, afirmou.
De acordo com o relato, o suspeito diz ter registros do ocorrido, incluindo vídeos com o áudio das ameaças e fotos dos danos causados à porta do imóvel. Ele afirma que o golpe teria atingido a região próxima ao olho mágico da porta, na altura da cabeça. Ainda segundo ele, não ficou claro o que teria motivado a atitude do marido da moradora.
“Ele estava furioso, descontrolado. Eu não sei o que motivou ele a tentar vir para cima de mim”, declarou.
O homem também negou outras acusações feitas por moradores do condomínio, que relataram episódios anteriores de agressividade, inclusive contra a síndica. Segundo ele, nunca houve agressões físicas e as denúncias seriam resultado de preconceito.
“Eu sofro preconceito no condomínio por conta do meu tamanho, porque sou um jovem de 29 anos com porte atlético. Eu nunca bati em ninguém”, afirmou.
Por outro lado, relatos de moradores apontam um histórico de conflitos. Conforme registrado em boletim de ocorrência, vizinhos afirmam viver com medo devido a comportamentos considerados agressivos, incluindo supostos surtos, ameaças e episódios de violência contra a esposa e outros condôminos.
A ocorrência mais grave, segundo os relatos, envolveu uma moradora de 30 anos, o marido e os dois filhos, que teriam sido surpreendidos pelo vizinho ao chegar ao apartamento. Ele teria simulado estar armado e partido em direção à mulher, sendo contido pelo esposo dela. O suspeito foi encaminhado a um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) para avaliação.
Apesar das denúncias, não há confirmação oficial sobre eventual diagnóstico psiquiátrico. O caso também envolve uma decisão de assembleia condominial que determinou a expulsão do morador, medida que ainda depende de homologação judicial.
O episódio reacende o debate sobre violência em condomínios, gestão de conflitos, limites da convivência coletiva e a importância de protocolos claros para atuação do síndico, da administradora e das autoridades em situações de risco. Especialistas alertam que casos dessa natureza podem gerar consequências cíveis, criminais e administrativas, além de impactar diretamente a segurança e o equilíbrio da vida condominial.
Fonte: Midia Max