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Condomínios podem restringir visitantes na piscina e definir regras técnicas de lotação, afirma especialista

Advogado explica que limitar ou até proibir convidados na área de lazer é prática comum e deve seguir critérios técnicos de segurança, conforto e capacidade máxima do espaço.

Condomínios podem restringir acesso de visitantes à piscina e definir regras técnicas de lotação, explica advogado Luís Ricardo Trezza

O acesso de visitantes às piscinas dos condomínios é uma dúvida recorrente entre moradores, especialmente durante períodos de maior uso das áreas de lazer. Segundo o advogado Luís Ricardo Trezza, é possível — e bastante comum — que condomínios restrinjam ou até proíbam a entrada de convidados na área da piscina.

De acordo com Trezza, a decisão deve levar em conta principalmente a capacidade de ocupação segura e confortável do espaço. Ele explica que, se não houver limites, o uso pode se tornar inviável.

“Se cada morador puder convidar quantas pessoas quiser e, por exemplo, metade do prédio resolver chamar a família inteira no mesmo dia, ninguém vai conseguir usar a piscina. Fica desconfortável, lotado e inviável”, afirmou.

O condomínio, portanto, tem autonomia para estabelecer regras específicas, como:

  • limitação do número de visitantes por unidade;
  • proibição completa da entrada de convidados, prática que é considerada a mais comum;
  • cobrança de taxa extra para acesso de visitantes;
  • exigência de agendamento prévio;
  • organização de horários;
  • solicitação de exame médico, dependendo da política interna.

Como definir a lotação da piscina?

A definição da capacidade máxima da piscina não é feita de forma aleatória. Trezza esclarece que esse cálculo segue critérios técnicos, geralmente definidos por arquitetos ou engenheiros responsáveis pelo projeto. “Existem regras técnicas. O profissional analisa a área disponível e estabelece, por exemplo, que aquela piscina comporta, com segurança, certo número de pessoas ao mesmo tempo”, explicou.

A análise leva em consideração:

  • metro quadrado disponível na piscina e seu entorno;
  • critérios de conforto por pessoa;
  • normas técnicas e de segurança;
  • regras sanitárias locais, quando aplicáveis.

Esses parâmetros têm como objetivo garantir um ambiente seguro, organizado e que não comprometa a experiência dos moradores.

Segundo o advogado, o mais importante é que o condomínio adote medidas claras e inclua todas as regras no regimento interno, aprovadas em assembleia, assegurando segurança jurídica e boa convivência entre os moradores.

Fonte: IG