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Lavar carro e varanda em condomínio gera dúvidas

Uso das áreas comuns depende das regras internas e do bom senso dos moradores, alerta especialista em gestão condominial

Condomínios podem proibir lavar carros e varandas? Especialista esclarece direitos e limites
Foto: Imagem ilustrativa

Condomínios podem proibir lavar carros e varandas? Especialista explica regras e direitos dos moradores

Uma dúvida comum entre moradores de condomínios voltou a ganhar destaque durante o programa Bom Dia Pernambuco: afinal, é permitido lavar carros ou varandas nas áreas comuns do prédio? A resposta, segundo especialistas em gestão condominial, depende diretamente do que está previsto no regulamento interno e na convenção do condomínio.

A questão foi levantada por um telespectador que preferiu não se identificar e enviada ao programa por meio do canal oficial da emissora. O tema foi esclarecido pelo vice-presidente do Conselho Regional de Administração de Pernambuco (CRA-PE), Jefferson Henrique, que destacou a importância de seguir as normas internas e de participar ativamente das decisões coletivas.

Segundo ele, não existe uma regra única válida para todos os condomínios. A possibilidade de lavar veículos, tapetes ou realizar qualquer tipo de limpeza em áreas comuns depende do que está expressamente previsto no regulamento interno ou no estatuto do condomínio.

“Pode, sim, desde que o regulamento permita e que haja uma área delimitada para isso, com regras claras sobre o uso. O mais importante é que todos saibam quais são seus direitos e deveres”, explicou Jefferson.

Participação em assembleias é fundamental

O especialista destacou que, caso o morador discorde das regras ou queira sugerir mudanças, o caminho correto é participar das assembleias. Para isso, é necessário estar adimplente com o condomínio. No caso de inquilinos, é preciso apresentar uma procuração do proprietário do imóvel para ter direito a voz e voto.

“Se a pessoa não participa das assembleias, acaba sendo impactada por decisões tomadas por outros. É nesses encontros que se define o que pode ou não pode ser feito nas áreas comuns”, ressaltou.

Varandas também exigem atenção

Outro ponto abordado foi o uso das varandas em edifícios residenciais. Segundo o especialista, mesmo sendo uma extensão do apartamento, a varanda pode ser considerada área comum, especialmente quando o uso interfere em outras unidades.

“Lavar a varanda e deixar a água escorrer para o apartamento de baixo, por exemplo, pode gerar conflitos e até sanções. Tudo depende do que está previsto no regulamento e do bom senso”, explicou.

Ele reforçou que situações como essas devem ser comunicadas à administração do condomínio, que pode orientar, mediar conflitos e, se necessário, levar o tema para deliberação em assembleia.

Importância da gestão profissional

Durante a entrevista, Jefferson Henrique destacou a relevância de contar com síndicos e administradoras devidamente registrados nos conselhos profissionais, garantindo uma gestão mais técnica, transparente e eficiente.

“Assim como ninguém consulta um médico sem CRM ou constrói sem um engenheiro com CREA, a gestão condominial também deve ser feita por profissionais habilitados. Isso garante segurança jurídica e melhor convivência”, afirmou.

Convivência e diálogo

Por fim, o especialista reforçou que muitos conflitos em condomínios poderiam ser evitados com diálogo, participação ativa dos moradores e respeito às normas coletivas.

“A vida em condomínio exige convivência, respeito e participação. Quando as regras são claras e todos colaboram, os conflitos diminuem consideravelmente”, concluiu.

A orientação é clara: antes de lavar o carro, a varanda ou realizar qualquer atividade que possa impactar vizinhos, o morador deve consultar o regulamento interno e, se necessário, buscar esclarecimentos com a administração do condomínio.

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Fonte: G1