Condomínio tenta privatizar rua na Barra da Tijuca e é impedido após denúncia de moradores
Correntes, cavaletes, pintura no asfalto e sinalização restritiva foram removidos por órgãos públicos após denúncia de obstrução irregular em via pública na Praça Soldado Geraldo da Cruz

Uma tentativa de ocupação indevida do espaço público gerou indignação entre moradores da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na última sexta-feira (16), um condomínio localizado na Praça Soldado Geraldo da Cruz, número 1, instalou correntes, cavaletes, pintura no asfalto e sinalizações restritivas com o objetivo de transformar parte de uma rua pública em área de uso exclusivo.
A situação foi denunciada por moradores, que gravaram vídeos e publicaram em redes sociais, destacando a obstrução irregular da via. Nas imagens, é possível ver que toda a esquina da rua foi cercada, com acesso de veículos impedido.
"Simplesmente tomaram conta da rua. Se acham donos, cercaram tudo", narra o autor do vídeo.
Após a repercussão nas redes, agentes da Subprefeitura da Barra da Tijuca, da Guarda Municipal e da Secretaria Municipal de Conservação foram até o local e removeram todos os materiais instalados. A intervenção foi feita rapidamente, mas, apesar da gravidade da infração, ninguém foi multado ou notificado, pois os responsáveis não foram identificados no momento da ação.
A população local se manifestou amplamente sobre o caso.
“Não deveria apenas remover. A prefeitura teve gasto com a operação. Deveria multar quem fez isso”, afirmou um morador em comentário nas redes
. Outros relataram que práticas como essa têm se tornado comuns na região.
“Tem vários comércios e condomínios que fazem isso. Um absurdo”, criticou uma seguidora.
Uma mãe relatou que, para buscar os filhos na escola, é obrigada a se identificar como se estivesse entrando em um condomínio privado, mesmo se tratando de uma rua pública.
“Fizeram da rua um condomínio fechado”, lamentou.
A Prefeitura do Rio reiterou que o uso indevido de vias públicas pode e deve ser denunciado pela Central 1746. O GLOBO tentou contato com o condomínio envolvido na obstrução, mas não obteve retorno até o momento.
O caso reacende o debate sobre a apropriação indevida do espaço urbano por condomínios e estabelecimentos privados, reforçando a necessidade de fiscalização e responsabilização para garantir o livre acesso da população às vias públicas da cidade.
Fonte: O Globo