Condomínio do medo em SP: moradores vivem rotina de insegurança e abandono
Moradores denunciam furtos, falta de portaria, abandono estrutural e medo constante no Conjunto Habitacional Jardim Helian, na zona leste de São Paulo.

Moradores do Condomínio Dez Canindé vivem rotina de medo e insegurança na zona norte de São Paulo
Moradores do Condomínio Dez Canindé, localizado na Rua Azurita, 48, no bairro do Canindé, zona norte de São Paulo, denunciam uma grave situação de insegurança que tem transformado o cotidiano em um verdadeiro cenário de medo e tensão. O problema foi evidenciado em reportagem exibida pelo telejornal “Primeiro Impacto”, do SBT, nesta segunda-feira (20).
De acordo com o relato dos moradores, os assaltos são constantes, tanto nas imediações quanto dentro do próprio condomínio. Criminosos teriam facilidade para acessar o interior dos blocos, o que tem gerado uma sensação de total vulnerabilidade. A falta de estrutura de segurança, como portaria ativa ou monitoramento, agrava ainda mais a situação, deixando os residentes à mercê da criminalidade.
"Estamos com medo até de sair para trabalhar ou levar as crianças para a escola", relatou uma moradora à equipe de reportagem.
Segundo ela, os crimes acontecem em plena luz do dia e há suspeitas de que os autores conhecem a rotina dos moradores, o que torna as ações ainda mais preocupantes.
Outro ponto destacado na matéria é a ausência de policiamento efetivo na região. Apesar das denúncias, os moradores afirmam que a presença da Polícia Militar é esporádica e que não há resposta concreta das autoridades, mesmo após diversos apelos por mais rondas e segurança pública no entorno do conjunto habitacional.
Sem recursos para investir em segurança privada, os condôminos cobram providências tanto da administração interna quanto do poder público. Para muitos, a situação chegou a um ponto crítico e exige ações urgentes para evitar que novos crimes aconteçam.
O caso do Condomínio Dez Canindé evidencia uma realidade enfrentada por milhares de moradores de empreendimentos populares no Brasil: a convivência forçada com a violência urbana e a sensação de abandono por parte das autoridades.
A expectativa agora é que a repercussão do caso na imprensa leve a uma mobilização das forças de segurança e da Prefeitura de São Paulo para a adoção de medidas que devolvam a tranquilidade aos moradores e garantam o direito básico à segurança.
Fonte: SBT News