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Condomínio de luxo em SP após prisão de Deolane

Empreendimento de alto padrão em Alphaville e Tamboré reúne celebridades, histórico de polêmicas e imóveis milionários, e volta aos holofotes após operação policial envolvendo Deolane Bezerra

Condomínio de luxo em São Paulo com mansões de até R$ 60 milhões ganha destaque após prisão de Deolane Bezerra
Foto: Foto: Reprodução

Luxo, celebridades e investigação policial em condomínio de Alphaville

Casas avaliadas em até R$ 60 milhões, condomínio com taxa mensal em torno de R$ 2 mil e vizinhança composta por influenciadores e celebridades formam o cenário de luxo do residencial Tamboré 1, em Alphaville, na Região Metropolitana de São Paulo, onde mora a influenciadora e advogada Deolane Bezerra.

O local voltou ao centro das atenções após a prisão de Deolane, ocorrida na manhã desta quinta-feira, durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), envolvendo movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada da influenciadora.

Mansão milionária e estrutura de alto padrão no Tamboré 1

Deolane passou a residir no condomínio em abril de 2024, após adquirir uma mansão no residencial Tamboré 1, empreendimento conhecido por abrigar nomes de grande visibilidade pública, como os influenciadores Carlinhos Maia e Camila Loures. O imóvel possui cerca de 1.520 m² de terreno e 847 m² de área construída, com quatro suítes, jacuzzi, churrasqueira, academia, salão de festas e garagem para até dez veículos.

Segundo o corretor de imóveis Wallace Nicolau, as residências à venda na região variam entre R$ 15 milhões e R$ 60 milhões, refletindo o padrão elevado do mercado imobiliário local. O condomínio também conta com estrutura de lazer e conveniência, incluindo academia, pista de caminhada, quadras esportivas e área de recreação infantil, além de um sistema de segurança reforçado.

Operação Vérnix e bloqueio de ativos milionários

A prisão ocorreu no contexto de uma investigação que aponta a existência de uma estrutura financeira supostamente utilizada para lavagem de dinheiro. De acordo com a apuração, valores teriam sido repassados à influenciadora por meio de uma empresa de transportes investigada como braço financeiro ligado à facção criminosa. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em ativos atribuídos a Deolane, sob suspeita de origem ilícita.

Durante a operação, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência da influenciadora em Barueri, além de outros endereços associados a ela. A investigação também apontou que Deolane havia retornado ao Brasil após período em Roma, na Itália, onde chegou a ser incluída na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

Alcance da investigação e conexões com o PCC

A Operação Vérnix também atingiu outros investigados ligados ao suposto esquema, incluindo nomes associados ao alto escalão da organização criminosa. Entre eles estão pessoas ligadas a Marco Herbas Camacho, o Marcola, apontado como liderança do PCC, além de operadores financeiros e familiares de integrantes da facção.

As investigações têm origem em apurações iniciadas em 2019, a partir da apreensão de materiais dentro do sistema prisional de Presidente Venceslau. Ao longo dos anos, novas frentes investigativas identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas, com crescimento patrimonial sem justificativa econômica compatível.

Movimentações financeiras e suspeitas de irregularidades

Em fases anteriores da investigação, a polícia identificou transferências e depósitos fracionados, além de movimentações financeiras atribuídas a operadores do esquema, que teriam relação com contas ligadas à influenciadora. Também foram apontadas transações envolvendo empresas investigadas por suposta atuação como estruturas de lavagem de dinheiro.

Segundo os investigadores, parte das movimentações financeiras analisadas não apresentaria comprovação de prestação de serviços compatível com os valores recebidos, reforçando a hipótese de ocultação e dissimulação de recursos.

A Operação Vérnix segue sob investigação das autoridades, com análise de bens, bloqueio de ativos e aprofundamento das conexões financeiras entre os investigados e a estrutura criminosa apurada no caso.

Fonte: O Globo