Condomínio no Cachambi depende de geradores da Light
Problemas na rede elétrica levam prédio na Zona Norte do Rio a utilizar geradores da concessionária para garantir energia contínua, gerando preocupação entre moradores

Um condomínio residencial de grande porte, com 423 apartamentos no bairro Cachambi, na Zona Norte do Rio de Janeiro, passou a depender de geradores de energia elétrica operados pela concessionária Light devido às instabilidades no fornecimento de energia na região, gerando preocupações entre moradores e gestão condominial.
Segundo relatos de moradores e informações preliminares, o problema de fornecimento tem afetado não apenas o condomínio em questão, mas também outros trechos próximos, incluindo áreas do Méier e adjacências, com quedas de energia intermitentes e prolongadas que têm causado transtornos na rotina residencial.
A Light informou que iniciou a utilização de equipamentos de geração de energia elétrica em pontos estratégicos da rede, incluindo o trecho que atende ao condomínio, como uma medida de contingência enquanto prosseguem os serviços de modernização e substituição da infraestrutura elétrica na subestação que atende o Cachambi e bairros vizinhos.
Especialistas em gestão condominial e engenharia elétrica ressaltam que a dependência de geradores é uma solução temporária e que condomínios devem estar preparados para contingências energéticas, com planos de emergência, comunicação clara com moradores e revisão de procedimentos internos de segurança e continuidade de serviços essenciais. A ausência de fornecimento estável pode afetar equipamentos como elevadores, sistemas de segurança, bombas hidráulicas e iluminação de áreas comuns.
Para residentes, a situação tem representado incômodo e preocupação com a continuidade do serviço, especialmente em períodos noturnos e em dias de maior demanda residencial, quando a carga no sistema é maior e a concessionária acaba acionando os geradores de suporte.
O episódio expõe um ponto crítico da infraestrutura urbana e da relação entre condomínios e serviços públicos essenciais, reforçando a importância de gestão condominial proativa frente a eventos de instabilidade no fornecimento de eletricidade e a necessidade de diálogo com as concessionárias para minimizar impactos.
Fonte: O Globo