Excesso de velocidade em tragédia condominial
Perito confirma que motorista excedeu limites de velocidade no atropelamento que vitimou criança de 5 anos em Jaboatão dos Guararapes

Mulher que matou menino atropelado em condomínio dirigia em velocidade maior que o dobro da permitida, diz perito
Criança de 5 anos foi atropelada na noite de 3 de janeiro, no Condomínio Recanto do Sol. Local passou por perícia complementar nesta quarta (10).
O Instituto de Criminalística (IC) fez, nesta quarta-feira (10), uma perícia complementar no condomínio residencial onde um menino de 5 anos morreu ao ser atropelado por uma vizinha, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O perito responsável pelo caso, Heldo Souza, confirmou que, no momento do acidente, a motorista andava numa velocidade maior que o dobro da permitida.
"A velocidade de placa lá no condomínio é de 10 quilômetros por hora. Entretanto, estimamos a velocidade dela, na quarta-feira passada, baseado num cálculo rápido que fizemos, não inferior a 25 quilômetros por hora. Ou seja, ela estava numa velocidade não compatível para o trecho", afirmou o perito em entrevista à TV Globo.
O atropelamento ocorreu por volta das 19h do dia 3 de janeiro, no condomínio Recanto do Sol, localizado na Rua Jarangari, no bairro de Piedade.
Presa em flagrante na noite do acidente, a motorista, Maria Alicia Barbosa Veloso, de 25 anos, vai responder em liberdade por homicídio culposo, sem intenção de matar. O g1 tentou, mas não conseguiu localizar a defesa dela.
Esta foi a segunda perícia feita no local. Segundo Heldo Souza, as análises complementares foram realizadas "não para tirar dúvidas, mas para ratificar o que já tinha sido colhido".
"Fizemos uma reconstrução dos fatos. Utilizamos um veículo. Eu fiquei conduzindo, fazendo o papel da condutora, um colega ficou atravessando a via, e o outro colega, fotografando. [...] Na realidade, na baixa velocidade, nada oblitera a visibilidade. [...] Não que o ângulo pudesse impedir a visibilidade. E ali é em linha reta", disse o perito.
Além disso, de acordo com ele, a visibilidade no local estava satisfatória, mesmo sendo à noite.
"É uma pista com menos de seis metros de largura. [...] Normalmente, quando você faz uma curva, à direita ou à esquerda, a coluna vertical do veículo é um ponto cego. Já fiz vários acidentes desse tipo. Mas, nesse caso, não. Esse caso é para levar em consideração primordial a velocidade", falou Souza.
O g1 entrou em contato com a defesa de Maria Alicia Barbosa Veloso, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve retorno.
Fonte: G1 Globo.