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Compradores de compactos priorizam áreas comuns e serviços

Pesquisa da SAES aponta que 68% dos entrevistados valorizam mais a infraestrutura do condomínio do que uma metragem privativa maior

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Áreas comuns ganham peso na compra de compactos · Foto: Divulgação

Compradores de apartamentos compactos priorizam áreas comuns e serviços

A escolha de um apartamento compacto não depende apenas da metragem privativa. A infraestrutura do condomínio, a localização e a oferta de serviços compartilhados também influenciam a decisão de compra, segundo levantamento interno da SAES Empreendimentos, incorporadora catarinense.

De acordo com a pesquisa, 68% dos entrevistados valorizam mais a infraestrutura condominial do que uma área privativa maior. Além disso, 75% consideram a localização e a proximidade de serviços fatores decisivos na aquisição de um imóvel, enquanto 64% apontam as estruturas compartilhadas como diferenciais.

Os resultados indicam uma preferência, entre os participantes, por empreendimentos que combinam unidades menores com espaços de lazer, convivência e serviços que atendam às necessidades cotidianas.

Os percentuais, entretanto, são provenientes de um levantamento da própria incorporadora e não representam necessariamente o comportamento de todos os compradores de imóveis compactos no Brasil.

Áreas comuns ampliam as possibilidades de uso

Em empreendimentos com apartamentos de metragem reduzida, as áreas comuns podem funcionar como uma extensão dos espaços privativos. Ambientes destinados ao trabalho remoto, à prática de atividades físicas, ao lazer e à convivência oferecem alternativas para diferentes momentos da rotina.

Entre as estruturas presentes nesse tipo de projeto estão academias, coworkings, salas de reunião, espaços gourmet, lavanderias compartilhadas e minimercados.

A proposta é aproveitar melhor a área interna das unidades sem deixar de oferecer ambientes para atividades que nem sempre cabem em apartamentos compactos.

Esse modelo também amplia a importância do planejamento das áreas coletivas, que precisam atender às necessidades dos moradores e permanecer funcionais ao longo do tempo.

Localização e serviços influenciam a decisão de compra

A localização aparece como outro fator relevante no levantamento. Para 75% dos entrevistados, a proximidade de comércio, serviços e outros pontos de interesse influencia a escolha do imóvel.

A combinação entre localização estratégica e infraestrutura condominial pode oferecer praticidade aos moradores, especialmente quando o empreendimento está próximo de estabelecimentos e serviços utilizados no dia a dia.

Nesse contexto, a escolha de um apartamento compacto pode estar associada não apenas ao tamanho da unidade, mas também ao conjunto de facilidades disponíveis dentro e fora do condomínio.

Apartamentos de um dormitório registram valorização

O movimento ocorre em um cenário de valorização dos imóveis menores. Segundo o Índice FipeZAP de Venda Residencial de agosto de 2026, os apartamentos de um dormitório acumularam alta de 7,33% em 12 meses, acima da variação de 5,49% registrada pela média geral residencial.

O indicador acompanha os preços anunciados de imóveis residenciais em cidades brasileiras. Portanto, os números refletem valores de oferta, que podem diferir dos preços efetivamente negociados nas transações.

Embora os dados mostrem um desempenho superior dos imóveis de um dormitório no período analisado, eles não comprovam que a preferência por áreas comuns seja a causa direta da valorização.

Empreendimento em Santa Catarina reúne mais de 20 ambientes

Um exemplo dessa estratégia é o City/Zen, empreendimento da SAES localizado no Centro de Itajaí, em Santa Catarina. O projeto reúne studios com áreas entre 34 m² e 55 m² e mais de 20 ambientes de lazer e convivência, distribuídos em 2.380 m² de áreas compartilhadas.

Entre as estruturas divulgadas pela incorporadora estão piscina aquecida com raia de 25 metros, academia, coworking, salas de reunião, espaços gourmet, lavanderia compartilhada, minimercado e áreas destinadas a animais de estimação.

Segundo a empresa, a proposta considera tanto o aproveitamento dos espaços internos quanto as possibilidades de uso das áreas coletivas. Jovens compradores e investidores estão entre os públicos apontados pela incorporadora como interessados nesse tipo de imóvel.

O empreendimento ilustra uma das estratégias adotadas no segmento de compactos, mas não permite concluir que a mesma preferência se manifeste com igual intensidade em todos os mercados regionais.

Infraestrutura também exige atenção à gestão condominial

A ampliação das áreas compartilhadas traz implicações para a administração dos condomínios. Academias, piscinas, coworkings, lavanderias e espaços gourmet exigem manutenção, regras de utilização, controle de acesso e planejamento dos custos operacionais.

Por isso, a infraestrutura oferecida aos compradores precisa ser acompanhada de uma gestão capaz de preservar os equipamentos, organizar o uso dos ambientes e manter a previsão orçamentária compatível com as despesas do empreendimento.

A ocupação efetiva dos espaços, a frequência de utilização e as necessidades dos moradores também podem orientar decisões futuras sobre manutenção e melhorias.

Para síndicos e administradoras, compreender o perfil dos residentes e as características das áreas comuns é importante para equilibrar a oferta de serviços, a conservação do patrimônio coletivo e os custos suportados pelos condôminos.

A tendência apontada pela pesquisa reforça que, nos apartamentos compactos, a experiência de morar pode estar relacionada não apenas ao espaço privativo, mas também à localização e à infraestrutura compartilhada. Para os condomínios, o desafio é transformar esses diferenciais em benefícios duradouros, com planejamento e gestão eficiente.