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Como evitar invasões em condomínios: dicas essenciais após série de furtos em São Paulo

Adolescente de 17 anos usava disfarces e roupas de marca para invadir prédios de luxo; especialistas indicam falhas comuns na segurança e orientam medidas eficazes para prevenção.

Como evitar invasões em condomínios: dicas essenciais após série de furtos em São Paulo
Foto: Foto: Reprodução

Uma série de furtos cometidos por um adolescente de 17 anos em condomínios de alto padrão na cidade de São Paulo chamou a atenção para falhas significativas nos sistemas de segurança condominial. De acordo com a Polícia Civil, o jovem utilizava roupas de marca, disfarces e uma postura tranquila para se passar por morador ou visitante, facilitando sua entrada nos prédios.

Imagens captadas por câmeras de segurança mostraram que o adolescente observava o movimento nos condomínios e aproveitava momentos de distração para ingressar, muitas vezes se aproveitando de portões abertos por moradores ou utilizando a lábia para convencer porteiros e moradores, chegando até a usar acessórios religiosos para se disfarçar.

O delegado Fabio Sandrin ressaltou que o jovem se apresentava com boa aparência e confiança, o que dificultava a ação dos porteiros: “Ele falava que seu pai mandaria embora quem o impedisse, e muitos funcionários acabavam cedendo”. O adolescente também simulava estar saindo de aplicativos de transporte e contava com comparsas para forçar entradas.

Especialistas em Direito Condominial, como o advogado Márcio Rachkorsky, alertam para falhas comuns que facilitam esse tipo de crime e indicam medidas essenciais para aumentar a segurança, entre elas:

  1. Orientar moradores a não permitir acesso a terceiros — Evitar o gesto de segurar portões para desconhecidos e exigir a entrada individual com identificação.
  2. Reforçar o treinamento dos porteiros — Preparar os funcionários para lidar com pressão e garantir respaldo para negar acesso em situações suspeitas.
  3. Padronizar regras de identificação — Exigir identificação rigorosa de todos os visitantes, independentemente da aparência ou justificativa.
  4. Utilizar tecnologia avançada — Investir em câmeras com inteligência artificial, controle de acesso biométrico, portões duplos e monitoramento em tempo real.
  5. Manter comunicação constante — Promover o diálogo entre moradores, síndicos e portaria para alertar sobre situações suspeitas e fortalecer os procedimentos de segurança.

Rachkorsky reforça que a segurança em condomínios depende do comprometimento coletivo e do apoio à equipe de portaria para que sigam protocolos sem medo de represálias.

Este caso serve como alerta para síndicos e moradores que buscam proteger seus condomínios contra invasões e furtos, mostrando que a combinação entre treinamento, tecnologia e vigilância é fundamental para manter a segurança e a tranquilidade de todos.

Fonte: G1