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Tarifa social de energia para áreas comuns avança na câmara

Proposta legislativa avança na câmara para estender o benefício da tarifa social de energia elétrica às áreas de uso comum de condomínios populares e incentivar geração solar nos empreendimentos

Comissão aprova tarifa social de energia para áreas comuns de prédios populares
Foto: Imagem ilustrativa

Uma proposta legislativa que pode aliviar os custos de energia para famílias de baixa renda avançou na Câmara dos Deputados ao ser aprovada pela Comissão de Minas e Energia. A iniciativa estende o benefício da tarifa social de energia elétrica para as áreas de uso comum de prédios populares, como condomínios do programa Minha Casa, Minha Vida, incluindo corredores, iluminação e sistemas de bombeamento de água.

O substitutivo aprovado pelo relator, deputado Domingos Neto (PSD-CE), ao Projeto de Lei 4679/23, do deputado Acácio Favacho (MDB-AP), amplia o escopo da tarifa social, que atualmente incide apenas sobre o consumo residencial de famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). A medida também obriga as distribuidoras de energia a investir em eficiência energética, com recursos aplicados em geração de energia solar, tanto nas unidades residenciais quanto nas áreas comuns dos prédios populares contemplados.

Segundo o relator, os custos compartilhados de energia representam um peso significativo no orçamento dos beneficiários de programas habitacionais, muitas vezes dificultando a permanência no imóvel e comprometendo o propósito social dessas políticas públicas. A ampliação da tarifa busca garantir dignidade e inclusão social a essas famílias.

A extensão do benefício às áreas comuns pode reduzir os encargos financeiros dos condomínios populares, impactando diretamente a gestão condominial ao aliviar despesas de iluminação de espaços coletivos, elevadores, bombas de água e outros serviços essenciais que dependem de energia elétrica.

O substitutivo também prevê que parte dos recursos destinados à eficiência energética seja utilizada em sistemas de micro e minigeração distribuída — apontando para uma integração maior da energia solar fotovoltaica nas edificações populares, o que pode fomentar práticas sustentáveis e reduzir ainda mais os custos operacionais desses empreendimentos.

Agora, a proposta seguirá em caráter conclusivo para análise nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para votação no plenário da Câmara e, posteriormente, para apreciação no Senado Federal.

A discussão reacende um debate importante sobre gestão de custos em condomínios de baixa renda e a necessidade de políticas públicas que considerem as despesas compartilhadas além do consumo individual, contribuindo para a sustentabilidade financeira e social desses empreendimentos.

Fonte: Câmara dos Deputados