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Cobra jararacuçu é encontrada perto de condomínio em SC

Jararacuçu foi resgatada por profissionais da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente; espécie pode atingir cerca de dois metros e exige cuidados

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Cobra peçonhenta ‘gigante’ é encontrada perto de condomínio e surpreende biólogo em SC ‘Grandinha a criança’ · Foto: Christian Raboch Lempek/Reprodução/ND Mais

Uma cobra jararacuçu de grande porte foi resgatada na quinta-feira (8) nas proximidades de um condomínio no bairro Tifa Monos, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. O tamanho da serpente chamou a atenção dos profissionais que participaram da ocorrência, atendida por integrantes da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama).

A jararacuçu, cujo nome científico é Bothrops jararacussu, está entre as maiores serpentes peçonhentas encontradas no Sul do Brasil e pode chegar a aproximadamente dois metros de comprimento. A espécie costuma habitar áreas de mata, regiões úmidas e locais próximos a cursos d’água, mas também pode aparecer perto de residências.

Resgate foi realizado por equipe especializada

O atendimento contou com a participação dos profissionais Gilberto Ademar Duwe e Christian Raboch Lempek, ligados à Fujama. Após o resgate, imagens da serpente foram compartilhadas nas redes sociais e chamaram a atenção pelo tamanho do animal.

A presença de serpentes nas proximidades de áreas residenciais pode estar relacionada às características do ambiente, especialmente quando há vegetação, locais úmidos e disponibilidade de alimento. A ocorrência, por si só, não significa que exista um ninho dentro do condomínio ou que outros animais estejam necessariamente no local.

Jararacuçu exige cuidados

A jararacuçu possui veneno capaz de provocar complicações graves, incluindo danos musculares e alterações na coagulação do sangue. Por isso, mesmo quando a serpente parece estar parada ou não demonstra comportamento agressivo, não é seguro se aproximar ou tentar manuseá-la.

Serpentes geralmente reagem quando se sentem ameaçadas, surpreendidas ou acuadas. Tentativas de captura feitas por pessoas sem treinamento podem aumentar o risco de acidentes, tanto para os moradores quanto para o próprio animal.

Como os condomínios devem agir

Ao identificar uma cobra em uma área comum, jardim, garagem ou nas proximidades de uma residência, a orientação é manter distância e impedir que crianças e animais domésticos se aproximem. A equipe de portaria ou a administração deve ser avisada para que o local seja isolado com segurança, sem tentar encurralar ou capturar a serpente.

O condomínio deve acionar o órgão ambiental ou a equipe especializada responsável pelo resgate de animais silvestres na região. Os procedimentos e os contatos disponíveis podem variar de acordo com o município.

Também é recomendável manter jardins e áreas verdes conservados, evitar o acúmulo de entulho e materiais que possam servir de abrigo e controlar a presença de roedores. Essas medidas ajudam na organização e na manutenção do ambiente, embora não eliminem totalmente a possibilidade de encontro com animais silvestres.

Prevenção deve priorizar moradores e animais

A ocorrência em Jaraguá do Sul reforça a importância de os condomínios terem orientações claras para situações envolvendo a fauna silvestre. Funcionários e moradores precisam saber como comunicar o aparecimento de animais e a quem recorrer para realizar o resgate.

Se houver picada de serpente, a pessoa deve procurar atendimento médico imediatamente. Não se deve cortar ou sugar o local, fazer torniquetes nem aplicar substâncias sobre a ferida. Sempre que possível, a identificação do animal pode ser informada aos profissionais de saúde, mas ninguém deve tentar capturá-lo para esse fim.

O encontro com a jararacuçu nas proximidades do condomínio demonstra a importância de manter a atenção em áreas com vegetação e de deixar o manejo de animais peçonhentos sob responsabilidade de profissionais capacitados.